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30
Mai16

Vicente da Câmara (1928 - 2016)

camara_vicente_da.png

 

Faleceu, no sábado de manhã, aos 88 anos, o fadista Vicente da Câmara.

 

Vicente Maria do Carmo de Noronha da Câmara nasceu a 7 de Maio de 1928, em Lisboa, no seio de uma família com raízes aristocratas. Filho único do jornalista e locutor da Emissora Nacional João Luís da Câmara e de Maria Edite do Carmo de Noronha, a figura determinante da sua carreira como fadista foi a sua tia, Maria Teresa de Noronha, e também o tio-avô João do Carmo de Noronha.

 

Vicente da Câmara começou a cantar fado como amador em espaços típicos da capital como a Adega Mesquita, a Adega Machado ou a Adega da Lucília. A tia Maria Teresa de Noronha incentiva-o a participar num concurso da Emissora Nacional. Na primeira vez que participa não ganha, mas, na segunda participação, em 1948, sagra-se vencedor. Em 1950, assina o seu primeiro contrato discográfico e grava clássicos como o Fado das CaldasVarina ou Os teus olhos. É em 1961 que surge o maior sucesso da sua carreira, com A Moda das Tranças Pretas, tema que ficaria eternamente associado a Vicente da Câmara.

 

A partir daí, criou uma carreira sólida e respeitada no mundo do fado, com um repertório que inclui temas como SinoAs Cordas de uma GuitarraOutono, Menina de uma só trança, Fado Lopes, Milagre de Santo António, Guitarra antiga ou O fado antigo é meu amigo, entre muitos outros. Passou também pelo cinema, tendo-se estreado, em 1964, em A última pega, de Constantino Esteves. Em 2007, voltou ao cinema, em Fados, do espanhol Carlos Saura. 

 

Vicente da Câmara foi distinguido com o Prémio Carreira da Fundação Amália Rodrigues e condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique. Filho único, criou uma grande família com Maria Augusta de Mello Novais e e Atayde (que faleceu em 2011), tendo tido seis filhos e onze netos. Dois filhos, Manuel e José da Câmara, e uma neta, Teresa, são também fadistas.

 

Com o desaparecimento de D. Vicente da Câmara, o fado perde uma das suas maiores referências. 

 

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