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alma-lusa

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04
Mar14

TEATRO: O Fascismo dos Bons Homens (Teatro Cinearte - A Barraca, Lisboa/ 5 a 8 Março)

 

 

O Trigo Limpo teatro ACERT, de Tondela, apresenta "O Fascismo dos Bons Homens", a partir da obra "A máquina de fazer espanhóis", de Valter Hugo Mãe.

 

Adaptação e Encenação: Pompeu José

Composição e direcção musical: Filipe Melo

Músicos: Filipe Melo (piano); Miguel Cardoso (contrabaixo); Luís Henrique (clarinete)

Elenco: António Rebelo, Hugo Gonzalez, João Silva, Pedro Sousa, Pompeu José, Raquel Costa, Sandra Santos



Sinopse: "A máquina de fazer espanhóis", de Valter Hugo Mãe, é, já por si, um retrato da nossa portugalidade. Na situação que vivemos actualmente, o texto ganha ainda mais sentido e mais sentidos. E é uma ferramenta espectacular, um ponto de partida único e motivador para quem, como nós, adora contar histórias.

O Trigo Limpo teatro ACERT, ao colocar em cena um espectáculo baseado neste texto, pretende não só contar a história de António Silva, personagem central e narrador do romance, mas também a do lar "A Feliz Idade", o nosso lar, o nosso Portugal de agora mas antigo, por vezes, muito antigo mesmo…

Entre o trágico e o cómico, esta aventura de final de vida ganha, em palco, uma dimensão que nos remete novamente para o mundo do "faz de conta", essa fantástica brincadeira que, em pequenos, nos permite "reinar" e, já adultos, nos reaproxima da menoridade. Tudo isto atravessado de poesia. Personificada no Esteves. O Esteves sem metafísica, da "Tabacaria" de Fernando Pessoa que, a determinada altura, questiona os seus companheiros:
- Que me dizem a isto? Digam-me se não é a violência na terceira idade.
Isto é violência na terceira idade.

O grupo de sete actores que constrói o espectáculo tem trinta e seis anos de média de idades, o que nos lança um desafio acrescido de trabalho sobre a memória e a antevisão. A memória de um tempo passado, que a maioria de nós não viveu, e a antevisão de um outro tempo futuro, que normalmente se pretende distante e longínquo. O tempo presente, o da acção teatral, fica naturalmente limitado por esse duplo desafio, lembrando-nos hoje, a cada instante, o ontem e o amanhã… e provocando-nos uma mistura de sentimentos marcante para as personagens que interpretamos.

A determinada altura, o Américo, ao ralhar com os utentes do Lar, exclama: - Parecem putos… Não têm vergonha na cara, estes homens desta idade, parecem putos…, - o que nos remete para um universo onde as idades e os comportamentos se confundem porque, como diz o povo, "de velho se torna a menino". E é neste universo que nos vamos mover e onde, num jogo de "faz de conta", vão "reinar" as palavras de Valter Hugo Mãe dando vida ao triste e divertido Lar Feliz Idade.

 

 

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