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29
Mar16

TEATRO: Frei Luís de Sousa (Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada - 1 a 30 Abril)

 

frei luis sousa.JPG

 © Rui Carlos Mateus

 

De: Almeida Garrett (1799 - 1854)

Encenação: Rogério de Carvalho

Cenografia: José Manuel Castanheira

Figurinos: Mariana Sá Nogueira

Luz: Guilherme Frazão

Som: Miguel Laureano

Voz e elocução: Luís Madureira

 

Intérpretes: Adriano Carvalho, Alberto Quaresma, António Fonseca, Carlos Fartura, Joana Castanheira, João Farraia, Marques D'Arede, Pedro Walter, Teresa Coutinho e Teresa Gafeira

 

Sinopse: Escrita em 1843, e publicada no ano seguinte, Frei Luís de Sousa é considerada a obra-prima do teatro romântico português. A peça estreou em 1847 no Teatro do Salitre e o enredo inspira-se na vida do escritor seiscentista Frei Luís de Sousa (de seu nome secular D. Manuel de Sousa Coutinho). Como pano de fundo, a resistência ao domínio filipino: sete anos após o seu marido, D. João de Portugal, ter sido dado como morto na batalha de Alcácer Quibir, D. Madalena de Vilhena desposa D. Manuel de Sousa Coutinho, de quem tem uma filha, Maria. A feliz existência desta família é apenas perturbada pelos pressentimentos aziagos de um velho aio, Telmo, que nunca deixa de acreditar no regresso do seu antigo senhor. Na célebre Memória ao Conservatório Real, Almeida Garrett define a sua obra como "a mais verdadeira expressão literária e artística da civilização do século".

 

almeida_garret.jpg

 

Almeida Garrett (1799-1854), a par da sua vocação literária, foi também um político activo e um liberal convicto. Depois de ter concluído o curso de Direito em Coimbra, foi perseguido e forçado a partir para Inglaterra, escrevendo Camões (1825) e D. Branca (1826) no exílio. Com a revolução de Setembro (1836), ficou encarregue de fundar o futuro Teatro Nacional D. Maria II, bem como de fomentar um repertório original português. Foi com este objectivo que escreveu Um Auto de Gil Vicente (1838), D. Filipa de Vilhena (1840), O Alfageme de Santarém (1842), Frei Luís de Sousa (1843) e A sobrinha do Marquês (1848). Na prosa, destacou-se com Viagens na Minha Terra (1843).

 

 

 

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