LETRAS LUSAS: "Quem tem medo dos santos da casa", de Sara Duarte Brandão
Editora: Dom Quixote
Sinopse: Esta é a história de Maria Teresa, uma mulher que cresceu numa pequena vila piscatória entre a austeridade familiar e a liberdade que encontrava nos livros e numa paixão clandestina. Condenada a viver à sombra do que o pai e o marido haviam sonhado para ela, resolveu pôr em causa as ordens e as tradições, tomar as rédeas do seu destino, deixar para trás uma vida de conforto e atravessar o rio em busca de emancipação.
Hoje encontramo-la a tecer tapetes numa casa escura que ninguém sabe o que esconde e é considerada uma espécie de bruxa que assusta as crianças; porém, é numa amizade improvável com Joana, uma menina que aprende com ela a amar os livros, que Maria Teresa encontrará a redenção.
Com um ritmo poético e introspectivo, a narrativa desenrola-se em pequenos fragmentos belíssimos que reflectem as superstições de uma comunidade marcada por um episódio com consequências dramáticas. Mas, onde todos vêem horror, Maria Teresa vê beleza e possibilidade. Terão, ela e Joana, medo dos santos da casa?
Romance inspirado na história dos santos do escultor Altino Maia, que foram retirados da Igreja de São Pedro da Afurada, é na ficção que esta obra desafia algumas verdades.

Sara Duarte Brandão nasceu no Porto, em 1997, com um pé na Beira Baixa e outro em Arouca, onde teve a sorte de ter avós. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT. Recebeu o Prémio Literário Nortear com o conto (Ver). Co-fundou a Truz Truz Editora (2020), onde é designer e autora, e a sua obra CriÁrvore (2022) foi recomendada pelo Plano Nacional de Leitura. Publicou o livro Descolonizar o Sujeito Poético (2023) na Editora Urutau, que recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Glória de Sant’Anna (2024) e foi finalista da Mostra Nacional Jovens Criadores – Literatura (2024). O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). Integra projectos que cruzam várias áreas artísticas como o teatro, as artes plásticas e a literatura. Faz tricô e prefere embalar males a cantar em vez de os espantar. Escreve por amor e teimosia e já não sabe distinguir acordos ortográficos.
