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Mai14
LETRAS LUSAS: "Jóquei", de Matilde Campilho
«Jóquei, o primeiro livro de poemas de Matilde Campilho, é um álbum de Verão. Um Verão de todas as estações, transatlântico, luso-brasileiro na topografia Rio-Lisboa, com um português em dupla nacionalidade e dupla grafia, coloquial e feliz, saudoso e complicado. Os poemas, em verso e prosa, assemelham-se a climogramas, medem atmosferas e temperaturas. Contam muitas vezes histórias de trintões com a coragem de adolescentes, meninos e meninas em mergulhos desmedidos e destemidos, com deslumbramentos e desapegos, amores mercuriais, ternuras e enigmas. Isto são poemas, diz-se a dado passo, mas de que fala um poema? De tudo: botecos e viagens, Eliot e o Financial Times, a vibração de um corpo humano e um emblema da Federação Uruguaia de Esgrima. Entusiasta e inventivo, Jóquei recorre a diminutivos e hipérboles, a enumerações e anáforas, a uma imagética fulgurante e a bastantes referências herméticas, quase sempre para nos garantir que "esta coisa da alegria ainda vai dar muito certo". É uma crónica (ou crônica) do achamento, que descobre um novo mundo numa antiga língua comum.» (Pedro Mexia)
Matilde Campilho nasceu em Lisboa em 1982. No ano de 2010 foi viver para o Rio de Janeiro, no Brasil. Publicou poemas nos jornais brasileiros A Folha de São Paulo e O Globo, assim como em algumas revistas online. Regressou recentemente a Lisboa. Jóquei é o seu primeiro livro.


