LETRAS LUSAS: "A Morte sem Mestre", de Herberto Helder
"A Morte sem Mestre" é o mais recente livro de poesia de Herberto Helder, que chega hoje às livrarias. Escrito em 2013, e integralmente inédito, «Tudo quanto neste livro possa parecer acidental é de facto intencional» - «(...) peço por isso que um qualquer erro de ortografia ou sentido/seja um grão de sal aberto na boca do bom leitor impuro.», escreve-nos o autor.
Herberto Helder tem por hábito encadernar os seus livros com papel de embrulho castanho, escrevendo por fora, com caneta de feltro vermelha, o título e o nome do autor. A sobrecapa da presente edição evoca esse hábito, reproduzindo a sua caligrafia. É ainda incluído um CD, com cinco poemas lidos por Herberto.
Herberto Helder nasce em 1930 no Funchal, onde conclui o 5º ano. Em 1948, matricula-se em Direito mas cedo abandona esse curso para se inscrever em Filologia Românica, que frequenta durante três anos. Teve inúmeros trabalhos e colaborou em vários periódicos como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-Dia, Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Em 1969 trabalha como director literário da Editorial Estampa. Viaja pela Bélgica, Holanda, Dinamarca e, em 1971, parte para África onde faz uma série de reportagens para a revista Notícias. Em 1994, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, que recusou. O Bebedor Nocturno, Photomaton & Vox, Servidões e Os Passos em Volta são alguns dos seus livros de poesia.


