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alma-lusa

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31
Jan14

APOSTAS 2014 - Capitão Fausto (música)

 

 

(a escola de Paulo Ventura, manager, gestor de carreiras artísticas e jurado do programa Factor X, da SIC)

 

 

«Este álbum vai rebentar.» Paulo Ventura fala assim do segundo trabalho dos Capitão Fausto, Pesar o Sol (lançado esta semana). «Sou eu que agencio esta banda, e por isso sou suspeito, mas é neles que eu aposto mesmo para 2014, porque têm um trabalho radicalmente novo na paisagem musical portuguesa.» Fica assumido o favoritismo.

 

Os rapazes - Domingos Coimbra, Francisco Ferreira, Manuel Palha, Salvador Seabra e Tomás Wallenstein - têm andado na estrada, a promover o novo trabalho. Recepção positiva, garantem. «É um disco menos frenético e mais contemplativo, talvez mais disco do que o anterior», diz Tomás, o vocalista. Há por isso uma narrativa que é maior do que uma soma de canções, todas juntas contam a sua própria história, um todo. « O Pesar o Sol foi composto em duas semanas e gravado um mês depois, e já tínhamos uma ideia mais clara daquilo que queríamos alcançar: um disco mais cheio e mais heterogéneo, mais viajante, mais psicadélico mas sem nunca perder a essência de uma canção.»

 

São lisboetas, conheceram-se e formaram a banda no liceu. Apostam num rock mais psicadélico e dizem que foram beber influências aos anos 1960. «A nossa primeira grande referência foram obviamente os Beatles», atira Tomás, o vocalista. «Daí derivámos para The Nazz, Pink Floyd, Zombies, Beach Boys, Crosby Stills Nash and Young, Gentle Giant e The Doors.» Mas isto é na composição, que na letra a música é outra: Bob Dylan, Syd Barret e Morrisey deram muita inspiração aos textos.

 

O primeiro álbum chamava-se Gazela, saiu em 2011. Teve boa recepção e o primeiro single, Teresa, fez horas nas rádios. Mas era um som mais melódico. «Não criámos uma ruptura com esse trabalho, mas neste segundo álbum há certamente uma evolução.» Cantam sempre em português, e gostam disso. «É natural que a música portuguesa ainda não tenha o mesmo impacte que a estrangeira mas sentimos que as pessoas cada vez mais ouvem, e gostam, de música portuguesa. Há hoje muito mais por onde escolher.» Apontam nomes: Pontos Negros, Linda Martini, peixe:avião, Paus. É difícil crescer musicalmente num país em crise? «Independentemente da situação delicada em que o país se encontra, talento não falta e aposta também não.»

 

(retirado do artigo "14 Apostas para 2014" publicado na edição nº 1127 da revista Notícias Magazine)

 

   

 

                                   (Músicas do álbum Gazela, 2011)

 

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