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31
Jul10

António Feio (1954 - 2010)

 

Faleceu, na noite da passada 5ª feira, dia 29 de Julho, o actor e encenador António Feio. Nasceu em Moçambique e, aos 7 anos, veio com a família para Portugal, tendo ido viver para Carcavelos (Cascais).

 

Estreou-se aos 11 anos no teatro, com a peça "O Mar", de Miguel Torga, encenada por Carlos Avillez, no TEC (Teatro Experimental de Cascais). Além do TEC, actuou no Teatro Aquarius, no Teatro Popular-Companhia Nacional I, no Teatro S. Luiz, no Teatro Adoque, no Teatro ABC, na Casa da Comédia, no Centro de Arte Moderna, no Teatro Aberto, no Teatro Variedades, no Teatro Nacional D. Maria II e no Teatro Villaret, entre outros. "O que diz Molero", "Conversa da Treta", "Arte" foram apenas algumas das muitas peças que interpretou e/ou encenou, muitas dessas peças de enorme sucesso junto do público.

  

António Feio fez ainda televisão, rádio, publicidade, cinema e dobragens. A dupla cómica que fez com o actor José Pedro Gomes alcançou um enorme sucesso no humor português. "A Conversa da Treta" (que deu origem a peça de teatro, programa de televisão e filme) foi, provavelmente, o ponto mais alto desta dupla... os personagens Toni e Zezé - típicos tugas - são duas das maiores figuras do humor nacional.

 

Vi António Feio em palco em duas ocasiões - "Popcorn", no Teatro Villaret, e "Conversa da Treta", no Coliseu dos Recreios - e na televisão por incontáveis vezes. Sem dúvida, um dos maiores actores portugueses que trouxe uma nova vida ao teatro português e cujo objectivo era "trazer as pessoas ao teatro".

 

A 27 de Março, no Dia Mundial do Teatro, o Presidente da República condecorou António Feio com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

 

Em Março de 2009, foi-lhe diagnosticado um cancro no pâncreas, doença que nunca escondeu e cuja luta para a tentar vencer sempre partilhou com o público. Ao longo deste processo, António Feio sempre mostrou uma enorme esperança, vontade de vencer e amor pela vida e deixou-nos a mensagem de que devemos ajudar-nos uns aos outros e aproveitar da melhor maneira cada minuto da nossa vida.

 

António Feio queria "matar o bicho a rir". Infelizmente, não conseguiu, mas o seu exemplo e dignidade até ao último momento ficará guardado na memória e coração de todos os portugueses. Portugal perdeu um grande homem e um dos seus maiores actores, mas o seu enorme talento, o seu sentido de humor e o seu sorriso nunca serão esquecidos!

 

Até sempre, António... e que todos saibamos respeitar a mensagem que nos deixou: "Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros! Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer!"

 

 

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