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31
Ago11

Portugueses de A a Z: Rafael Bordalo Pinheiro

 

 

Nome: Rafael Augusto Prostes Bordalo Pinheiro

Profissão: Caricaturista

Naturalidade: Lisboa (1846 - 1905)

 

Um grande português é aquele que se torna autor da própria história. É o caso de Rafael Bordalo Pinheiro. O criador da banda desenhada em Portugal, um dos maiores a nível mundial, nasceu em Lisboa e, desde cedo, fomentou o gosto pelas artes, influenciado pelo pai. Foi com este que iniciou o estudo do desenho, primeiro a pincel e depois a lápis, dedicando-se à criação de «cartoons» nos jornais. Não é por acaso que é reconhecido como uma das figuras mais importantes na história da imprensa portuguesa. Foi ele que inventou o «Zé Povinho», personagem mítica que ainda hoje é tida como a imagem do português revoltado com o poder.

 

Pai da caricatura mais portuguesa de todos os tempos, Rafael Bordalo Pinheiro é um dos vultos da imprensa nacional, sobretudo a que se relaciona com a sátira política. Foi o mentor da banda desenhada em Portugal e no Brasil. Tinha o exercício metódico da imaginação. Mas não foi só no desenho que Rafael Bordalo Pinheiro se notabilizou. Em 1885, construiu uma fábrica de louça artística nas Caldas da Rainha que o fez brilhar como ceramista. De facto, não se descobrem novas terras sem perder de vista a costa durante muito tempo. As suas peças (jarras, vasos, bilhas, jarrões e pratos) revelam técnica e criatividade imensas, que percorrem o barroco e o decorativismo, características que também estão presentes nos seus trabalhos gráficos. Na louça nova das Caldas, todos os motivos decorativos são tirados da fauna e da flora locais ou dos utensílios domésticos do povo.

 

Na Exposição de Paris de 1889, foi Bordalo Pinheiro quem dirigiu a construção do pavilhão português. Nele, agrupou os produtos nacionais com mão de mestre. Expôs as suas faianças das Caldas e passou a ser admirado naquele grande centro. Os mais conhecidos decoradores, pintores e aguarelistas franceses foram-lhe apresentados e os jornais teceram-lhe rasgados elogios. Era certo que tinha conquistado o estatuto de estrela e que era motivo de orgulho nacional. E não só do público erudito. De todos os públicos.

 

 

 

 

 

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