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09
Ago11

Portugueses de A a Z: Padeira de Aljubarrota

 

Nome: Brites de Almeida (séc. XIV-XV)

Profissão: Padeira

Naturalidade: Algarve (Faro ou Loulé)

 

Brites de Almeida era feia, grande e muito forte. Era uma "Maria Rapaz" , amante de vagabundagem e zaragatas. Terá nascido no Algarve (Faro ou Loulé), filha de pais pobres. Terá ficado orfã por volta dos 20 anos, altura em que saiu da sua terra natal em busca de melhor vida. Aprendeu a defender-se com mestria e ganhou fama de valente. Tanto que até matou um soldado que lhe fazia a corte. Teve de fugir do país, de barco, e consta que foi capturada em pleno mar por piratas mouros, que a venderam como escrava a um senhor do Norte de África. Com audácia, escapou desta desdita e foi parar à Ericeira. Um dia, cansada da vida errante e aventurosa, tornou-se padeira em Aljubarrota. Em 1385, no dia da Batalha de Aljubarrota, apanhou 7 castelhanos escondidos dentro do seu forno. Matou-os logo ali, com uma pá. Tudo isto pode não passar de mera lenda. Mas a Padeira de Aljubarrota ganhou um lugar cativo no imaginário do povo português e é símbolo da independência de Portugal.

 

 

Portugal Genial: As Heroínas de Portugal

 

«Beatriz (ou Brites de Almeida), que a 14 de Agosto de 1385, ao lado de Mestre de Aviz tinha derrotado o invasor, chegou a casa e encontrou escondidos no seu forno sete soldados castelhanos. E aquela que passou a marcar um lugar na História como símbolo da independência nacional cedo se apressou a levantar a sua pá, levando de vencida os sete rebeldes e fazendo nascer, com este acto simbólico, a Padeira de Aljubarrota.

 

Foram muitas as heroínas da História que lutaram pela nossa pátria de todas as formas. Umas foram guerreiras, como Deuladeu Martins ou Brites de Almeida. Outras foram matriarcas, como "as mulheres da Restauração" que incitaram os seus filhos a vencer a guerra, ou como a duquesa de Bragança ou D. Luísa de Gusmão. Outras foram diplomatas, como D. Juliana Dias Costa, na Corte Mongol da Índia, ou D. Filipa de Lencastre. Outras foram heroínas da Paz, como a Rainha Santa Isabel.

 

Transportam em comum o amor pela pátria, uma forte personalidade e, ao invés da submissa condição feminina da época, deixam-nos uma herança de luta, coragem e competência. Todas elas conquistaram um espaço público na defesa de um ideal colectivo e, com as suas atitudes heróicas, foram capazes de superar todas as barreiras físicas, culturais e políticas.

 

As nossas heroínas representam o arquétipo da mulher portuguesa. Uma mulher insubmissa, mais do que caseira, guerreira, competente, corajosa e quase sempre anónima, que, ao longo da História, tem trabalhado e lutado, se não com armas, com a sua inteligência na garantida da independência, subsistência e desenvolvimento do País.»

 

(Junho 2005)

 

        Excerto do texto "As Heroínas de Portugal", in "Portugal Genial", de Carlos Coelho

 

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