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02
Jul14

Sophia de Mello Breyner Andresen trasladada para o Panteão Nacional

 

A escritora e poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen é hoje trasladada para o Panteão Nacional, no dia em que assinalam 10 anos da sua morte.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de Novembro de 1919, no Porto, no seio de uma família aristocrática portuense. O apelido Andresen vem do seu bisavô paterno, o dinamarquês Jan Heinrich Andresen que, um dia, desembarcou no Porto e nunca mais abandonou a cidade. Sophia cresceu na Quinta do Campo Alegre que é, hoje, o Jardim Botânico do Porto.

 

Entre 1936 e 1939, estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os seus primeiros versos, em 1940, nos "Cadernos de Poesia". Entre 1944 e 1997, publicou 14 livros de poesia. Mas Sophia é também autora de vários contos, artigos, ensaios, peças de teatro e histórias para crianças. Histórias como "A Menina do Mar", "A Fada Oriana", "O Rapaz de Bronze" ou "O Cavaleiro da Dinamarca", entre outras, fazem parte do imaginário de muitas crianças e jovens portugueses. Traduziu ainda obras de Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para francês, alguns poetas portugueses.

 

Ao longo da sua vida, recebeu vários prémios literários, destacando-se o Prémio Camões 1999 (foi a primeira mulher a receber este galardão), Prémio Poesia Max Jacob 2001 ou o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana (primeiro português a receber este galardão). Foi ainda condecorada com a Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1981), com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1987) e com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1988).

 

O mar e as recordações da sua infância são um elemento fundamental na sua obra. Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, alguns dos seus poemas, com forte ligação ao mar, foram colocados para leitura na zona de descanso da exposição. Defensora da liberdade e da democracia, participou activamente na oposição ao Estado Novo e foi eleita, depois do 25 de Abril, deputada à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista. É da sua autoria um dos poemas mais conhecidos alusivos ao dia da Revolução: Esta é a madrugada que eu esperava/O dia inicial inteiro e limpo/Onde emergimos da noite e do silêncio/E livres habitamos a substância do tempo.

 

Foi casada com o jornalista e advogado Francisco Sousa Tavares e teve 5 filhos. Depois do casamento, passou a viver em Lisboa.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen, um dos maiores nomes da cultura portuguesa, faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004. O seu corpo está sepultado no Cemitério de Carnide, em Lisboa, de onde sairá hoje, a partir das 16h30, para a cerimónia de trasladação para o Panteão Nacional.

 

Às 17h15, será celebrada uma missa privada, na Capela do Rato, pelo patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. Depois de sair da Capela do Rato, a urna fará uma paragem em frente à Assembleia da República, seguindo depois para a Igreja de Santa Engrácia. Será no Campo de Santa Clara, ainda no exterior do Panteão Nacional, que terá início, pelas 19h, a cerimónia oficial. Na presença do Presidente da República, do Primeiro-Ministro e da Presidente da Assembleia da República, o Hino Nacional será interpretado pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos e, em seguida, o escritor José Manuel dos Santos fará uma evocação de Sophia. Seguem-se um dueto do "Lago dos Cisnes" e outro de "Orfeu e Eurídice", ambos interpretados pela Companhia Nacional de Bailado. Ouvir-se-ão ainda poemas de Sophia ditos pela própria, além de discursos das mais altas figuras da Nação.

 

Às 20h00, ouvir-se-á o "Magnificat", de Bach, interpretado pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos e chegará o momento em que a urna de Sophia entrará no Panteão Nacional. Sophia de Mello Breyner é a segunda mulher a ir para o Panteão Nacional, depois da fadista Amália Rodrigues, e ficará na mesma sala do escritor Aquilino Ribeiro e do General Humberto Delgado.

 

Quando eu morrer voltarei para buscar/Os instantes que não vivi junto ao mar.

 

A cerimónia de trasladação de Sophia de Mello Breyner Andresen pode ser acompanhada nos canais de informação, a partir das 18h30.

 

 

 

 

 

02
Jul14

Festival de Estoril Lisboa (Estoril, Cascais e Lisboa - 2 Julho a 6 Agosto)

 

O 40º Festival de Estoril Lisboa assume a sua matriz através da preservação de valores históricos e patrimoniais, articulando música, arquitectura e juventude emanadas do conceito Tradição - Inovação. Essência que o identifica na vida musical internacional proporciona a convivência de artistas consagrados com jovens valores e intervém com vigor no património arquitectónico que provém do século XII até aos nossos dias.

 

Concertos em ícones como o Palácio Nacional da Ajuda (Lisboa), Palácio Foz (Lisboa) e Centro Cultural de Cascais; ciclo de órgão na Sé, Igreja de São Vicente de Fora e Igreja dos Jerónimos, em Lisboa; concertos sinfónicos e o 2º Festival Jovem, no qual se integra o 16º Concurso de Interpretação do Estoril/Prémio El Corte Inglés, convergem para a apresentação de obras do passado e do presente, parte de um rico património imaterial por vezes desconhecido.

 

 

http://www.cm-cascais.pt/evento/40o-festival-de-estoril-lisboa

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