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alma-lusa

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25
Abr12

ISTO É PORTUGAL! - Lápis Viarco

 

 

Origem: São João da Madeira

 

Esta é "a fábrica de lápis mais pequena do mundo", diz José Vieira, um dos sócios. Os seus lápis apelam ao imaginário de todos os portugueses.

 

Num mercado feroz, a Viarco atravessa momentos difíceis mas tem resistido e, no campeonato das referências afectivas, vai em primeiro lugar. Muitos portugueses fizeram os seus primeiros desenhos com este lápis. E é aqui que a empresa joga os seus trunfos: trabalhar as memórias das novas gerações, manter a fábrica a funcionar e apostar em produtos de uso artístico.

 

Tudo começa em 1919 com o bisavô de José Vieira, num regime de excepção, gozando de várias medidas proteccionistas. Dez anos depois, a empresa enfrenta dificuldades. Safa-se da falência por pouco e é registada como Vieira & Araújo e Cia. Lda em 1936. Sai de Vila do Conde e instala-se em São João da Madeira, onde se encontra ainda hoje, numa antiga fábrica de chapéus. Os lápis que aqui se produzem atravessaram guerras, ditaduras e a adesão à União Europeia (e, com ela, a chegada de lápis de todas as partes do mundo). Hoje é a única fábrica de lápis portuguesa e ibérica.

 

José Vieira avança pelas instalações da Viarco, sítio sem luxos nem modernices onde trabalham vinte pessoas. Entrar na fábrica é como fazer uma viagem ao tempo da Revolução Industrial e aos complexos fabris que os livros de História descrevem. As máquinas mais recentes datam dos anos 70.

 

A Viarco está a fazer um percurso totalmente vocacionado para o produto especial. "Nos espaços vazios criámos ateliês para jovens artistas onde eles podem desenvolver as suas actividades e, ao mesmo tempo, recolher informação (sobre o que faz falta aos criadores)", explica. Foi assim que nasceram alguns dos mais recentes produtos Viarco, como a aguarela de grafite (lembrança do pintor José Emídio) ou o bastão artesanal de grafite que se tem revelado um dos maiores êxitos da Viarco e que foi sugerido pelo artista Isaque Pinheiro.

 

O mercado externo é outra prioridade. A Viarco já vende para França, Alemanha, Inglaterra, Itália e, recentemente, Estados Unidos. A exportação representa 15% do volume total de vendas e uma saída para a empresa.

 

José Vieira orgulha-se de poder fazer lápis de todas as cores e feitios, entre outras razões porque tem uma máquina de moldagem, exemplar 100% mecânico e que, calcula, remonta ao fim do século XIX. "As máquinas modernas não têm esta versatilidade." E se para uma empresa grande produzir cinco mil lápis de merchandising não tem interesse, na Viarco podem fazê-los com graça e a tempo.

 

Pela linha de montagem alinham-se os mais variados tipos de lápis: pequenos e finíssimos que vão seguir para Inglaterra e serão acessório de agendas, azuis com o símbolo de um banco português, em forma oval para carpinteiros ou a versão humorística do lápis com uma afia na ponta para o POP - Projectos Originais Portugueses, que aconteceu no Museu de Serralves, no Porto, em Julho de 2011. Outra brincadeira: o lápis que não escreve, o Dummy Pencil. Estes projectos servem para promover a indústria como criativa.

 

E quando fala em projectos com valor acrescentado, José Vieira gosta sempre de falar do ColorAdd, um código de cor criado por Miguel Neiva para daltónicos que é usado na fábrica: lápis normais com um código para cada cor. "É um projecto inclusivo e transversal a todas as crianças."

 

(retirado do artigo 1000 Motivos do Nosso Orgulho publicado na 1000ª edição da revista Notícias Magazine)

 

 

http://www.viarco.pt/

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
24
Abr12

DIA D: 24 Horas de Documentários (RTP2 - 24 e 25 Abril)

24 horas

 

Duas dúzias de documentários nacionais em estreia. De Macau à Cova da Moura, de Mirandela ao Sotavento Algarvio, de Angola a Moçambique. Da História da Arte à história contemporânea das oligarquias financeiras do país, das expedições científicas à paisagem, passando pelas novas realidades sociais. Todos os temas, todas as interrogações cabem no documentário. Durante 24 horas consecutivas, a RTP2 exibe documentários portugueses em estreia televisiva. Alguns recentemente premiados nos mais importantes festivais, outros a serem agora exibidos pela primeira vez. É o Dia D na sua quarta edição. A festa do documentário nacional é na RTP2, a estação dos documentários.

 

Porquê no 25 de Abril? Porque é a data em que Portugal celebra o valor da liberdade. E porque o documentário é, de entre todos os géneros cinematográficos, aquele que mais necessita de liberdade para florescer. E Portugal tem visto emergir cada vez mais autores de cinema documental. Este ano juntamos realizadores tão díspares como os consagrados João Botelho e Rui Simões, autores como Edgar Feldman, Rosa Coutinho Cabral, Filipa Reis e João Miller Guerra, Luís Hipólito e Margarida Moura Guedes, e jovens premiados como Aya Koretzky e Pedro Filipe Marques.

 

A RTP2 celebra a liberdade com uma maratona de documentários nacionais. A festa começa no dia 24 de Abril, às 22h45, e segue, ininterrupta, até às 22h00 do dia 25 de Abril. E ainda tem um último documentário nesta noite. É o quarto ano de Dia D na RTP2.

 

24 Abril

 

22h45 - "Gesto", de António Borges Correia

23h45 - "Ilha da Cova da Moura", de Rui Simões

 

25 de Abril

 

01h10 - "De Corpo e Alma", de Matthieu Bron

01h55 - "Donos de Portugal", de Jorge Costa

02h45 - "Das 9 às 5", de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda

03h35 - "A Olhar o Mar", de Pedro Neves

05h15 - "Cá Dentro", de José Neves

06h05 - "Lisboa Domiciliária", de Marta Pessoa

07h15 - "Entre Marte e Svalbard", de Maarten Roos e Margarida Serote

08h05 - "Caça ao Polvo", de José Meireles

08h30 - "Para que este mundo não acabe!" (1º episódio da trilogia de João Botelho dedicada a Trás-os-Montes)

09h20 - "A Terra antes do Céu" (2º episódio da trilogia de João Botelho dedicada a Trás-os-Montes)

10h20 - "Anquanto La Lhéngua Fur Cantada" (3º episódio da trilogia de João Botelho dedicada a Trás-os-Montes)

11h10 - "A Macau de Manuel Vicente", de Rosa Coutinho Cabral

12h10 - "De Angola à Contracosta", de Álvaro Romão

14h30 - "De Angola à Contracosta" (2ª parte), de Álvaro Romão

15h30 - "Orquestra Geração", de Filipa Reis e João Miller Guerra

16h30 - "Éramos Barracas", de Edgar Feldman

17h00 - "O Contentor", de Edgar Feldman

18h00 - "Uma Simples Contradição", de Luís Hipólito e Margarida Moura Guedes

19h00 - "Yama no Anata", de Aya Koretzky

20h00 - "Ammaia", de João Osório

21h00 - "Os Primitivos Portugueses", de Bernardo Pinto de Almeida

22h45 - "A Nossa Forma de Vida", de Pedro Filipe Marques

 

 

 

 

24
Abr12

Miguel Portas (1958-2012)

Morreu Miguel Portas

 

Faleceu hoje, aos 53 anos de idade, o eurodeputado e fundador do Bloco de Esquerda Miguel Portas.

 

Jornalista de profissão, fundou o jornal "Já" e a "Vida Mundial", tendo sido director de ambos, e também integrou a redacção do "Expresso".

 

Bastante empenhado politicamente, tornou-se militante do Partido Comunista Português depois da Revolução de 25 de Abril de 1974. Em 1989, rompeu com o partido e, dez anos depois, fundou o Bloco de Esquerda juntamente com Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas. Miguel Portas era, actuamente, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, no Parlamento Europeu.

 

Filho do arquitecto Nuno Portas e da economista Helena Sacadura Cabral, era irmão do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e da empresária Catarina Portas. Faria 54 anos no dia 1 de Maio e deixa dois filhos.

 

Portugal perde um dos seus representantes na Europa, um homem culto e apaixonado pela vida, um grande defensor dos ideais democráticos e da liberdade... e que, ironicamente, desaparece na véspera do Dia da Liberdade!

 

Obrigada por tudo o que deu a Portugal, Miguel Portas!

 

 

 
 
24
Abr12

"O Último Segredo", de José Rodrigues dos Santos

 

"Uma paleógrafa é brutalmente assassinada na Biblioteca Vaticana quando consultava um dos mais antigos manuscritos da Bíblia, o Codex Vaticanus. A polícia italiana convoca o célebre historiador e criptanalista português Tomás Noronha e mostra-lhe uma estranha mensagem deixada pelo assassino ao lado do cadáver. A inspectora encarregada do caso é Valentina Ferro, uma beldade italiana que convence Tomás a ajudá-lo no inquérito. Mas a sucessão de homicídios semelhantes noutros pontos do globo leva os dois investigadores a suspeitarem de que as vítimas estariam envolvidas em algo que as transcendia. Na busca da solução para os crimes, Tomás e Valentina põem-se no trilho dos enigmas da Bíblia, uma demanda que os conduzirá à Terra Santa e os colocará diante do último segredo do Novo Testamento: A Verdadeira Identidade de Jesus Cristo.

 

Baseando-se em informações históricas genuínas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra excepcional como o grande mestre do mistério. Mais do que um notável romance, O Último Segredo desvenda-nos a chave do mais desconcertante enigma das Escrituras."

 

 

José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique. Abraçou o jornalismo em 1981, na Rádio Macau, tendo ainda trabalhado na BBC e sido colaborador permanente da CNN. Doutorado em Ciências da Comunicação, é agora professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP. Trata-se de um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros. Este é o seu nono romance.

 

 

 

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