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alma-lusa

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30
Nov11

Eunice Muñoz comemora 70 anos de carreira e é condecorada pelo Presidente da República

 

Eunice Muñoz foi condecorada, na passada segunda-feira, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no âmbito da comemoração dos 70 anos de carreira da actriz.

 

Eunice Muñoz, de 83 anos, nasceu em Amareleja (Moura), a 30 de Julho de 1928, no seio de uma família de artistas. A primeira vez que pisou o palco de um teatro tinha 5 anos e o seu primeiro trabalho como profissional aconteceu quando tinha 13 anos. Desde aí, nunca mais parou, tendo feito de tudo um pouco em teatro, cinema e televisão.

 

O Presidente da República definiu Eunice Muñoz como "talvez a actriz portuguesa mais completa" e referiu que a distinção, para além de "um reconhecimento do Estado pelo contributo para a cultura e teatro portugueses", é "um estímulo para que continue a compor personagens únicas e inesquecíveis". Destacou ainda a peça em que a actriz se estreou - "Vendaval", em 1941 - que considera "inspiradora", "porque a vida (da actriz) tem sido um vendaval de talento e emoções."

 

Na passada 2ª feira, dia em que foi condecorada, Eunice Muñoz subiu ao palco do Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, onde estreou a peça "O Cerco a Leninegrado", que assinala os seus 70 anos de carreira.

 

Eunice Muñoz é, sem dúvida, a melhor actriz portuguesa da actualidade e uma das melhores de sempre!

 

http://alma-lusa.blogs.sapo.pt/312253.html 

 

 

 

29
Nov11

ISTO É PORTUGAL! - Camport

 

 

Origem: Guimarães

 

«Tem origem na antiga marca Campeão Português, criada em 1955. Na década de 60, lançou uma linha de calçado que fez história: o Super Climatizado, quente no Inverno e fresco no Verão, graças ao uso de cortiça na sola.»

 

(retirado da reportagem 1000 Motivos do nosso Orgulho publicada na 1000ª edição da revista Notícias Magazine)

 

 

«Continuam a ser campeões, mesmo quando Eusébio há muito "arrumou as botas". E, tal como o "génio da bola" benfiquista, são conhecidos em todo o mundo.

 

De um lado, uma correnteza de batas azuis; do outro, batas amarelas. Tudo alinhado e certinho, homens e mulheres de todas as idades que, diariamente, fabricam centenas de botas e sapatos, de uma forma quase artesanal... Quase, dizemos bem, porque na Camport - Campeão Português, com fábrica em Guimarães -, a tecnologia há muito que assumiu papel de relevo, embora a mão-de-obra artesanal se mantenha. São 250 os operários que ali trabalham e que desempenham entre 50 e 100 operações distintas.

 

A aposta actual está na criação de novos modelos, desenhados por gente qualificada na área do design e da moda e bem assim na participação em quase todas as feiras de calçado mundiais (Milão à cabeça), para que o mundo entenda, realmente, que... Portugal faz bem.

 

Quando se assumiu como Camport, há 25 anos (feitos em Outubro passado), a empresa fabricava, anualmente, 20 mil pares de sapatos e os modelos tinham apenas duas cores: ou castanho ou preto; hoje, a história é outra. Para que as vendas aumentassem, ao longo dos anos, aderiram, nos anos 60, à publicidade: Eusébio, na altura, começava a mostrar o seu enorme valor... com os pés. "Os golos", os de Eusébio e os da fábrica vimaranense, foram importantes para vencer campeonatos, alcançar medalhas, prémios mundiais.

 

As fábricas europeias e os empresários de países como a Suécia, Noruega, Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha e Irlanda perceberam que fabricar os seus modelos no nosso país, se não "era um negócio da China", andava lá perto. As primeiras produções mundiais dos ténis Le Coq Sportif, por exemplo, foram feitas cá. Mas também a Adidas e a Arena escolheram a fábrica portuguesa para produzir o seu calçado. Porquê? "Porque desde sempre que aliamos a técnica ao conforto e ao design.", diz-nos Domingos Ribeiro, um dos "homens fortes" da Camport e neto de José Torcato, o precursor deste negócio familiar.

 

A história está contada? Não. Vinte e cinco anos com o nome Camport registado, milhões de sapatos e de botas com os mais variados modelos produzidos, não se contam em "duas linhas". Existem, porém, notícias que devem ser reveladas - embora em pequenas quantidades (porque o negócio maior dos espanhóis não é este), são os operários da Camport que produzem, também, o calçado da Zara e da Massimo Dutti. São ou não campeões?»

 

(retirado do artigo "Portugal faz bem - Campeão + Português = Camport" publicado na edição nº 977 da revista VISÃO)

 

http://www.camport.pt/index.html

 

 

 

 
 

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