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24
Mai20

Maria Velho da Costa (1938 - 2020)

Expresso | Prémio Vida Literária para Maria Velho da Costa

 

Faleceu ontem, aos 81 anos, a escritora Maria Velho da Costa, uma das "Três Marias".

 

Maria de Fátima Bívar Velho da Costa nasceu a 26 de Junho de 1938, em Lisboa. Licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professora no Ensino Secundário e presidente da Associação Portuguesa de Escritores. A sua primeira obra literária, "O Lugar Comum", foi lançada em 1966, mas foi com o romance "Maina Mendes", de 1969, que se tornou uma figura reconhecida das letras portuguesas. Foi porém em 1972 que o seu nome, juntamente com o das escritoras Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno (falecida em 2016), se torna mais falado e alvo de grande polémica. As três autoras lançaram "Novas Cartas Portuguesas", obra em que se manifestava uma clara oposição ao fascismo e à censura e onde se exaltava a condição feminina e a liberdade de valores para as mulheres. Esta obra, considerada uma afronta e provocação ao regime ditatorial, valeu às três autoras, as "Três Marias", um processo judicial, suspenso depois da Revolução de 25 de Abril de 1974.

 

Maria Velho da Costa tem uma vasta obra publicada. A sua última obra, o livro de contos "O Amante do Crato", foi lançada em 2012. Em nota sobre o falecimento da escritora, o Presidente da República disse que "Poucos ficcionistas portugueses contemporâneos escreveram livros tão cultos e inventivos, tão exigentes e insubmissos. Maria Velho da Costa era uma ficcionista com aguda consciência da não-ficção, da poesia, do cinema." 

 

Ao longo da sua carreira, foram vários os prémios e distinções recebidos, como Prémio Vergílio Ferreira 1997, Prémio Camões 2002, Prémio Correntes d'Escritas 2008 (pelo romance "Myra) ou Grande Prémio de Literatura dst 2010 (também pelo romance "Myra"), entre muitos outros. Recebeu duas condecorações: Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 2003, e Grande Oficial da Ordem da Liberdade (2011).

 

Além de dar aulas em Portugal, também leccionou no Reino Unido. Foi adjunta do Secretário de Estado da Cultura (1979) e Adida Cultural em Cabo Verde (1988 a 1990). Desempenhou ainda funções na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e no Instituto Camões. Teve também uma colaboração regular em argumentos cinematográficos, em filmes de João César Monteiro, Margarida Gil e Alberto Seixas Santos.

 

Portugal perde uma das suas maiores vozes literárias. 

 

Faleceu Maria Velho da Costa, uma das "Três Marias" - Espalha-Factos

As "Três Marias": Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno

23
Mai20

LETRAS LUSAS: "Combates pela verdade - Portugal e os Escravos", de João Pedro Marques

Bertrand.pt - Combates pela Verdade

 

Editora: Guerra & Paz

 

Sinopse: Em Abril de 2017, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a ilha de Gorée, no Senegal, uma ilha que está simbolicamente associada ao tráfico transatlântico de escravos. As declarações que a esse respeito então fez desencadearam uma verdadeira tempestade de críticas e foram pretexto para um debate público que já dura há três anos.


Que pretendem os críticos de Marcelo? Valerá a pena voltar à escravatura tantos anos depois? Deverá Portugal pedir desculpa pelo seu envolvimento nessa prática? Seria o Padre António Vieira um apologista da escravidão dos negros? Teremos de alterar os programas de ensino da História, com visões alternativas desses acontecimentos? Foi Lisboa uma importante capital do tráfico negreiro? "Combates pela Verdade: Portugal e os Escravos" responde a essas e a muitas outras questões.

 

A História não exige penitências – Observador

 

João Pedro Marques nasceu em Lisboa, em 1949. Foi professor do ensino secundário e, depois, durante mais de duas décadas, investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical e Presidente do Conselho Científico desse Instituto, em 2007-2008. Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, onde leccionou durante a década de 1990, é autor de dezenas de artigos sobre temas de História Colonial, e de vários livros, dois dos quais publicados em Nova Iorque e Oxford (The Sounds of Silence, 2006; e, em co-autoria, Who Abolished Slavery? A debate with João Pedro Marques, 2010). Em 2010, a Porto Editora publicou o seu primeiro romance, Os Dias da Febre, ao qual se seguiram, em 2012, Uma Fazenda em África (que, com várias edições, constituiu um dos grandes sucessos do ano), em 2014, O Estranho Caso de Sebastião Moncada, em 2015, Do Outro Lado do Mar, e, em 2017, Vento de Espanha.

23
Mai20

MINI LETRAS LUSAS: "Os Indomáveis F.C. - Não façam a bola chorar", de Álvaro Magalhães

Bertrand.pt - Os Indomáveis F. C. - Não façam a bola chorar

 

Editora: Porto Editora

 

Sinopse: Os Indomáveis vão jogar a sua segunda final four da Superliga. Da primeira vez, chegaram à final, que perderam. Agora, espera-os uma missão ainda mais difícil. Pelo meio, o Ricardo envolve-se numa missão dos Invisíveis, uma organização secreta, e ajuda a resolver um caso bicudo: o rapto do Cristianinho, o filho do CR7, na véspera de um jogo da nossa Selecção. Que grande aventura! Só é pena não poder contar a ninguém, ou deixará de ser um Invisível.

 

Álvaro Magalhães - WOOK

 

Álvaro Magalhães nasceu no Porto, em 1951, e publicou o seu primeiro livro em 1982. A sua obra para crianças e jovens, que integra poesia, conto, ficção e textos dramáticos, repartindo-se por mais de 120 títulos, caracteriza-se pela originalidade e invenção, quer na escolha dos temas quer no seu tratamento. Foi várias vezes premiado pela Associação Portuguesa de Escritores e Ministério da Cultura. Em 2002, "O limpa-palavras e outros poemas" foi integrado na Honour List do Prémio Hans Christian Andersen; em 2004, "Hipopóptimos – Uma história de amor" foi distinguido com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian e, em 2014, "O senhor Pina" recebeu o prémio Autores, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores ao melhor livro infanto-juvenil publicado nesse ano. Várias das suas publicações integram o Plano Nacional de Leitura e constam do corpus das Metas Curriculares de Português. Parte da sua obra está publicada em Espanha, França, Brasil, Coreia do Sul e Itália.

23
Mai20

TV: Tony Carreira - 25 Anos de Carreira (RTP1/ domingo, 24 - 15h40)

Tony Carreira - 25 Anos de Carreira

 

Em 2013, Tony Carreira comemorou os 25 anos de carreira com dois concertos no Pavilhão Atlântico, hoje Altice Arena, em Lisboa. 


Celebrando encontros do passado, do presente e do futuro, um pouco por todo o mundo, Tony Carreira marcou encontro em Portugal, com todos os fãs, e ofereceu-lhes o seu maior espectáculo de sempre. Com duetos com artistas convidados, e com muitas surpresas para os fãs, o artista português mais romântico de sempre fez do Pavilhão Atlântico um lugar mágico.

23
Mai20

MUSICAL TV: Piaf (RTP1 - 23h25)

Piaf

 

Autoria: Filipe La Féria

 

Elenco: Sónia Lisboa, Noémia Costa, Paula Sá, Mafalda Drummond, Ricardo Loscar, Ruben Madureira, Bruno Galvão, Nuno Barbosa, Silvano Magalhães, Jorge Pereira, Arménio Pimenta, Rui Andrade, Paulo Silva, Tiago Pirralho, Vasco Costa

 

Sinopse: Uma das maiores divas da canção francesa, Edith Piaf, retratada no espectáculo de Filipe La Féria. A actriz Sónia Lisboa é a grande revelação do musical ao vestir o papel de Piaf, que divide com Wanda Stuart, no Teatro Politeama, em Lisboa. A história de vida da cantora, desde os tempos de prostituição, passando pelo sucesso nas maiores salas do mundo e terminando nos momentos em que a artista confronta a própria morte. Pelo meio, os seus êxitos como "La vie en rose" ou "Non, je ne regrette rien".

 

No espectáculo gravado para a RTP, Sónia Lisboa desempenha a controversa figura de Edith Piaf, ao lado de Noémia Costa num grande desempenho. Em palco também Paula Sá, que revive a também eterna Marlene Dietrich, Mafalda Drummond, Bruno Galvão, Rui Andrade, Ricardo Loscar, Nuno Barbosa, Jorge Pereira, Arménio Pimenta, Ruben Madureira, Paulo Silva, Tiago Pirralho e Vasco Costa. Com direcção musical de António Leal, "Piaf" foi considerado pela crítica como «o espectáculo mais sensível de La Féria».

 

23
Mai20

CINE TV: Mau Mau Maria (RTP2 - 23h10)

Mau Mau Maria

 

Ano: 2014

Realização: José Alberto Pinheiro

Argumento: Marta Gomes e Marco Horácio

Música: Dimitris Andrikopoulos e Hugo Mesquita

Produção: Marta Gomes, Sara Didier e Marco Horácio

 

Elenco: António Raminhos, Eduardo Madeira, Marco Horácio, Margarida Moreira, Rita Camarneiro, São José Correia, José Pedro Gomes, Vítor de Sousa, Maria Botelho Moniz, Ana Varela, Débora Monteiro, Diana Chaves, Inês Castel-Branco, Inês Aires Pereira, João Castro, Luís Filipe Borges, Pedro Diogo, João Pedro Correia, Jorge Mota, Pedro Ribeiro, Rui Reininho, Soraia Sousa

 

Sinopse: Três irmãos e um ultimato. Depois de um acontecimento trágico, os irmãos Maria Gonzaga vêem-se confrontados com uma imposição do pai que lhes valerá a herança, a identidade e a inteligência emocional: sete semanas é o prazo estipulado para que cada um deles encontre uma mulher que lhe encha as medidas sem lhe esvaziar os bolsos. Pedro Maria, o cromo por definição, entra em pânico e desabafa com Luísa, a sua melhor amiga, que, a partir daquele momento, assume o controlo da missão e inicia um processo de recrutamento para encontrar o par perfeito para o amigo. António Maria, o irremediável playboy, dá início a uma busca desenfreada pela movida da cidade do Porto, envolvendo-se em caricatas confusões e tornando-se alvo de uma perigosa criminosa. João Maria, o típico trapalhão de coração mole, não faz grandes planos mas acaba por esbarrar com uma deslumbrante e sedutora mulher. Quase por acidente, convida-a para sair. Será o amor ou a herança a ter os dias contados?

 

22
Mai20

CINE TV: Sei Lá (NOS Studios - 22h15)

sei lá.jpg

 

Ano: 2014

Realização: Joaquim Leitão

Argumento: Margarida Rebelo Pinto (adaptação do romance "Sei Lá" de Margarida Rebelo Pinto)

 

Elenco: Leonor Seixas, Ana Rita Clara, Patrícia Bull, Gabriela Barros, António Pedro Cerdeira, David Mora (Espanha), Rita Pereira, Pedro Granger, Renato Godinho, Paula Lobo Antunes, João Baptista, Tina Barbosa, Tiago Costa, Filipe Crawford, Duarte Grilo, Lourenço Henriques, Rui Unas, Afonso Vilela, Nuno Reis, Carlos Saltão, Tino Navarro

 

Sinopse: Madalena (Leonor Seixas) é subitamente abandonada pelo amor da sua vida, um misterioso espanhol chamado Ricardo (David Mora). Apoiada pelas suas melhores amigas, Mariana (Patrícia Bull), Catarina (Gabriela Barros) e Luísa (Ana Rita Clara), tenta reconstruir a sua vida e conhece Francisco (António Pedro Cerdeira) que tudo faz para que ela esqueça Ricardo. Mas as coisas complicam-se quando Ricardo reaparece… "Sei Lá" é um retrato das mulheres de trinta anos – dos seus sonhos, medos, dúvidas, ambições, fraquezas e preconceitos – na perspectiva de Madalena, que descobre que as pessoas raramente são aquilo que aparentam.

 

21
Mai20

Livro do escritor português João Cerqueira premiado nos EUA

A Segunda Vinda de Cristo à Terra by João Cerqueira

 

O romance "Jesus and Magdalene", do escritor português João Cerqueira, venceu o Indie Reader Discovery Awards 2020, na categoria de Humor. Criado em 2009 pela escritora norte-americana Amy Edelman, este prémio literário tem sido destacado por prestigiadas publicações como Forbes, HuffPost, Wall Street Journal, USA Today e New York Times. O prémio é patrocinado pela agência literária Dystel, Gooderich & Bourret e pelas companhias Smith Publicity, Reedsy e Featherlight. 

 

O livro premiado, que em Portugal tem o título "A segunda vinda de Cristo à Terra", fala do regresso de Jesus à Terra onde conhece a activista Madalena que luta por um mundo melhor. Jesus Cristo vê-se então envolvido em três situações de conflito: encontra um grupo ecologista radical  que pretende destruir uma plantação de milho que supõe ser geneticamente modificada; assiste à revolta dos habitantes de uma vila contra um empreendimento turístico que vai ser construído numa reserva florestal; e testemunha um conflito armado entre negros e ciganos. O protagonista irá conhecer diferentes personagens e, ao acompanhar Madalena, tentando apenas pacificar os desavindos, nem assim Cristo volta a escapar à fúria dos homens e apenas um farsante o vai reconhecer. 

 

Sobre o romance, o júri do prémio norte-americano diz ser "uma intensa e hilariante paródia da vida moderna." João Cerqueira, natural de Viana do Castelo, é licenciado e mestre em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Autor de nove livros, este é o quarto prémio literário que vence nos EUA, depois de ter sido distinguido com três galardões com um dos seus anteriores romances, "A Tragédia de Fidel Castro". 

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