Sexta-feira, 31 de Março de 2017

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Ano: 1990

Realização e Argumento: Manoel de Oliveira

Música original: Alejandro Massó (Espanha)

Produção: Paulo Branco

 

Elenco: Luis Miguel Cintra, Diogo Dória, Miguel Guilherme, Luís Lucas, Carlos Gomes, António S. Lopes, Mateus Lorena, Lola Forner (Espanha), Raúl Fraire (Argentina), Ruy de Carvalho, Teresa Menezes, Leonor Silveira, Paulo Matos, Francisco Baião, António Lupi, João Bénard da Costa, Luís Mascarenhas, André Gago, Pepe Ruiz (Espanha), Ángel Gómez (Espanha), Salvador Martos, Mateus Cardoso, Altino Almeida, Jaime Silva, Jorge Rolla, Ana David, Catarina Furtado, José Ramos, António Sequeira Lopes, Sofia Sá da Bandeira, Ricardo Trêpa, Manoel de Oliveira (narrador)

 

Sinopse: Em África, nos finais da guerra colonial portuguesa, um grupo de soldados avança pelo mato. Falam da guerra e da missão histórica do homem em combate. Entre eles encontra-se o alferes Cabrita (Luis Miguel Cintra), licenciado em História, que vai percorrer outras memórias de guerra onde Portugal teve de enfrentar os ventos da derrota e da tragédia. De Viriato e da luta de resistência ao domínio romano até ao inevitável desastre africano, de que o alferes Cabrita será uma das últimas vítimas, Portugal enfrentou terríveis e devastadoras derrotas militares ao longo da sua História.

 

Estreado mundialmente no Festival de Cannes em 1990, onde Manoel de Oliveira foi igualmente homenageado, "Non ou a Vã Glória de Mandar" é uma pessoal e fascinante viagem pela nossa memória histórica que começa e acaba na Guerra Colonial, passando por uma série de momentos igualmente desastrosos, sobretudo militares, como a resistência de Viriato aos romanos ou o delírio de Alcácer-Quibir. Para além da sua aparente dimensão didáctica, "Non ou a Vã Glória de Mandar" é, acima de tudo, uma obra concebida e criada como uma épica ironia histórica, em que se glorifica e presta homenagem ao espírito de um povo através das suas maiores e mais trágicas derrotas e catástrofes.

 

Oliveira, mais uma vez, a reafirmar o seu gosto visionário num filme que recusa, ostensiva e frontalmente, a estrutura de espectáculo popular para se assumir da primeira à última imagem como uma obra enigmática, alegórica e metafórica sobre as desgraças que em Portugal foram, através de uma das mais alucinantes conjugações de memórias, mitologias e evocações colectivas, alguma vez recriadas em cinema.

 



publicado por Alma Lusa às 15:57
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