Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

 

Origem: Mem Martins (Sintra)

 

Há 44 anos a adoçar o gosto luso, as pastilhas e os caramelos que andaram na boca de gerações escolheram 2012 para crescer, sem medo de que rebente o balão da crise.

 

A história da Lusiteca começou a escrever-se, em 1968, com o negócio do embalamento de produtos alimentares, aproveitando o surgimento dos primeiros supermercados e o declínio da venda a granel. Pimentão, pimenta, canela, açúcar e outros produtos começaram por ser empacotados na unidade fabril, em Mem Martins, mas depressa o incremento do consumo ditou que a marca aproveitasse o açúcar que recebia para abandonar o negócio primordial - aconteceu na década de 80 - e dedicar-se à confeitaria. Primeiro, vieram os populares rebuçados de tostão que não tardaram a dar lugar a drops com recheio, sortidos, de chocolate, de mel e caramelos de frutos secos, com as marcas Mouro e Penha. Depois, foi só continuar a mascar, em 1975, com as pastilhas Gorila, em 1981, com as Super Gorila, e, em 1988, com os rebuçados Circo. E o resultado está aí para ser provado.

 

Habitando os mesmos 12 mil metros quadrados da casa que é sua desde que se instalou no sector da transformação e embalagem de produtos alimentares, no final da década de 60, a Lusiteca escolheu 2012 para dar uma nova vida às insígnias que conquistaram os clientes pela boca, em Portugal e não só, já que 40% das vendas têm as exportações como destino. As pastilhas elásticas Gorila, que representam 50% do negócio, os caramelos Penha, os caramelos de fruta Circo e os rebuçados Mouro foram alvo de uma mudança de imagem, a cargo da agência publicitária BAR, e nem a própria Lusiteca escapou ao lifting no logótipo, na comunicação e na própria assinatura da marca.

 

Com o gosto de sempre e novos sabores, as pastilhas Gorila, os caramelos Penha, os caramelos de fruta Circo e os rebuçados Mouro desfilam a imagem rejuvenescida, desde 13 de Fevereiro, nas prateleiras das superfícies comerciais. E porque uma mudança nunca vem só, a fórmula que dá origem às pastilhas Gorila também foi repensada, sendo-lhe acrescentada mais goma, componentes naturais e outros elementos para prolongar o sabor. O aspecto branco, porém, mantém-se inalterado, já que os corantes estão banidos da lista de ingredientes. Os papéis que tradicionalmente envolvem as pastilhas Gorila, ilustrados com cromos que fizeram as delícias de várias gerações, vão ganhar interactividade, passando a ser veículo para comunicar promoções e concursos e apelar à ligação com a marca, em redes sociais como o Facebook.

 

2,5 milhões de pastilhas elásticas Gorila saem todos os dias das linhas de produção da fábrica da Lusiteca, em Mem Martins, o que equivale a uma alucinante cifra de cerca de 1736 pastilhas produzidas a cada minuto. O mentol continua a ser o rei do paladar Gorila, ainda que o sabor de tutti-frutti tenha sido o primeiro a ser criado.

 

Com um investimento de 2 milhões de euros para revitalizar as suas marcas, o grupo português pôs em marcha um plano de reestruturação com o qual ambiciona duplicar o volume de negócios para 20 milhões de euros, até 2016, e crescer tanto dentro como fora de portas. Com o "novo fôlego", o balão das pastilhas Gorila e companhia pretende assim "explorar o mercado da saudade" e reforçar a presença nos PALOP, no resto do continente africano, no Médio Oriente e no Norte da Europa.

 

(retirado do artigo "Portugal faz bem - Gorilas mais musculados" publicado na edição nº 990 da revista VISÃO)

 

 

http://www.lusiteca.pt/

 

 

 

 

 

 

 

 


publicado por Alma Lusa às 18:11
Ainda hoje se mantém um enorme saudosismo à volta das colecções dos papeis que envolviam as pastilhas. Mas eu adoro os rebuçados de fruta penha.
B. a 26 de Fevereiro de 2012 às 21:39

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