Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

 

 

O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço foi hoje distinguido com o Prémio Pessoa, galardão que, desde 1987, premeia portugueses com um papel relevante nas áreas da cultura, literatura e ciência. O anúncio foi feito no Palácio de Seteais, em Sintra, por Francisco Pinto Balsemão, que preside ao júri também constituído por Fernando Faria de Oliveira, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga e Rui Magalhães Baião.

 

Nascido em São Pedro do Rio Seco (Almeida), e com 88 anos, Eduardo Lourenço é o maior pensador português da actualidade. A viver em Paris há várias décadas, manteve sempre uma profunda ligação ao seu país. No comunicado sobre a escolha de Eduardo Lourenço, o júri do Prémio Pessoa diz que "num momento crítico da História e da sociedade portuguesa, torna-se imperioso e urgente prestar reconhecimento ao exemplo de uma personalidade intelectual, cultural, ética e cívica que marcou o século XX português." Segundo o comunicado do júri, "Eduardo Lourenço é um português de que os portugueses se podem e devem orgulhar. O espírito de Eduardo Lourenço foi sempre reforçado pela sua cidadania atenta e actuante. Portugal precisa de vozes como esta. E de obras como esta."

 

Na entrega do prémio a Eduardo Lourenço, Francisco Pinto Balsemão disse que "não há dúvida que o nosso premiado é uma referência e o nosso país precisa de referências." Também Mário Soares destacou a importância deste prémio nos dias em que vivemos. "Num momento como este, é particularmente importante dar o prémio a Eduardo Lourenço porque, para além de tudo, é um homem que acredita em Portugal e nos portugueses."

 

Eduardo Lourenço é o 25º galardoado com o Prémio Pessoa, juntando-se a nomes como Maria João Pires, António Damásio, Herberto Helder, João Lobo Antunes, José Cardoso Pires, Eduardo Souto de Moura, Manuel Alegre, Manuel Sobrinho Simões, entre outros. Em 2010, o prémio foi para a cientista e investigadora Maria do Carmo Fonseca. Ao receber uma distinção com o nome de Fernando Pessoa, Eduardo Lourenço disse que foi "como receber do além a visita dele".

 

 

 

 
 


publicado por Alma Lusa às 16:30
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