Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

Liberdade de imprensa e de informar – a Primeira Guerra Mundial vem mudar tudo isso na República Portuguesa.


A primeira restrição surge a 30 de Novembro de 1914, num decreto que proíbe a publicação de notícias relativas ao movimento das forças militares portuguesas. Passados dois anos, surgem decretos-lei a restringir cada vez mais as notícias.

Três dias depois de a Alemanha declarar guerra a Portugal começa a censura. Com o argumento do estado de guerra, a censura permitia apreender periódicos ou outros impressos e escritos ou desenhos publicados. 

Passadas duas semanas, falava-se já de "censura preventiva", a qual iria eliminar a divulgação de "boato ou informação capaz de alarmar o espírito público ou de causar prejuízo ao Estado quer à sua segurança interna quer externa". E ainda "se fizer afirmação ofensiva da dignidade ou do decoro nacional". Debaixo deste chapéu caberia praticamente tudo, mas a imprensa resistia aos espaços em branco.

Desde o início da guerra o preço do papel quase que triplicara (de 83 réis para 2 tostões), o que já de si colocava a imprensa em risco, e levou mesmo alguns jornais a terem de interromper a sua publicação. Outros, sendo impressos, eram impedidos de circular.

Algumas caricaturas passavam, alguns comentários cáusticos também – menos a censura por parte dos jornalistas a quem liderava a censura: um professor de equitação.

Os vários jornais pronunciaram-se ainda sobre a "censura preventiva", antes de o lápis azul entrar em acção.

 



publicado por Alma Lusa às 21:36
Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

 

Editora: D. Quixote

 

Sinopse: Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever.


Paris, 2001. Yankel - um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama - recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se vêem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram - e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk - hoje um escritor famoso - está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há-de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira. 

Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne - a editora que não diz tudo o que sabe -, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era.

Na senda do extraordinário Perguntem a Sarah Gross, aplaudido pelo público e pela crítica, o novo romance de João Pinto Coelho regressa à Polónia da Segunda Guerra Mundial para nos dar a conhecer uma galeria de personagens inesquecíveis, mostrando-nos também como a escrita de um romance pode tornar-se um ajuste de contas com o passado.

 

O romance "Os Loucos da Rua Mazur", de João Pinto Coelho, foi o vencedor do Prémio LeYa 2017, atribuído no passado dia 20 de Outubro. O livro chega às livrarias esta terça-feira, 21 de Novembro.

 

joao pinto coelho.png

 

João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitectura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque. Em 2009 e 2011 integrou duas acções do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto. No mesmo período, concebeu e implementou o projecto "Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich", que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polónia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas intervenções públicas, uma das quais, como orador, na conferência internacional Portugal e o Holocausto, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2012. Perguntem a Sarah Gross foi o seu primeiro romance (2015) tendo sido finalista do Prémio LeYa 2014. Actualmente, João Pinto Coelho vive em Murça e é professor de Artes Visuais em Valpaços. 
 


publicado por Alma Lusa às 11:00
Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

toca lobo filme.jpg

 

Ano: 2016

Realização e Argumento: Catarina Mourão

Fotografia: João Ribeiro, Catarina Mourão

Som: Armanda Carvalho

Montagem: Pedro Duarte

Música: Bruno Pernadas

Produção: Laranja Azul (Maria Ribeiro Soares)

 

Com: Catarina Mourão, Maria Rosa Figueiredo

 

Sinopse: «Todas as famílias guardam segredos. A minha não é excepção. Primeiro descubro um velho filme de 9.5 mm, depois redescubro os velhos álbuns de infância da minha mãe onde as fotografias me parecem todas ilusões ópticas. Mais tarde o meu avô, que nunca conheci, revela-se e fala comigo num estranho programa de televisão. Nesta viagem, quero desvendar os segredos da minha família durante a ditadura, que envolvem mistérios que foram passando de geração em geração. Entre passado e presente procuro reinterpretar velhas memórias e descobrir novas verdades, lutando contra o silêncio e as portas fechadas.» (Catarina Mourão)

 

Parte documentário, parte ficção, "A Toca do Lobo" é um filme sobre o escritor Tomaz de Figueiredo (1902 - 1970). Um olhar que abre as portas secretas de uma vida que deixou apenas o seu trabalho para a memória dos seus filhos e dos seus netos, tal como de uma família que se viu separada pela sua morte e marcada pelo dia-a-dia de um país ditatorial – um país duramente percorrido por quem escreveu sobre ele. Na sua antiga casa, vivem os segredos e os acontecimentos que nos falam, hoje, por um quarto fechado à chave – um quarto aberto pela câmara da realizadora e pelo movimento deste filme: a nossa intimidade. 

 

A Toca do Lobo é o romance mais conhecido do escritor Tomaz de Figueiredo, publicado em 1947 e vencedor do Prémio Eça de Queiroz.

 

Entre Outubro e Novembro, as noites de documentários de 3ª feira do TVCine 2 são palco de filmes portugueses.
 
 

 



publicado por Alma Lusa às 10:20
Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

porto clube.jpg

 

Esta terça-feira, o Futebol Clube do Porto disputa a quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões frente à equipa turca do Besiktas, onde jogam os portugueses Pepe e Quaresma.

 

O jogo Besiktas x Porto disputa-se no Besiktas Park, em Istambul, tem início às 17h00 e será transmitido pela RTP1 e Sport TV1.

 

pepe besiktas.jpg

Pepe

 

quaresma besiktas 3.jpeg

Quaresma

 



publicado por Alma Lusa às 09:44
Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Depois de apresadas dezenas de navios alemães nos portos portugueses, e tendo a Alemanha declarado guerra a Portugal em Março de 1916, decide o governo expulsar de Portugal todos os súbditos alemães, exceptuando os alemães de sexo masculino entre os 16 e os 45 anos que foram enviados para campos de concentração ou depósitos de concentrados.

E mais: decidiu retirar-se a nacionalidade portuguesa aos alemães naturalizados portugueses, aos filhos de alemães, mesmo que nascidos em Portugal, e até quem tivesse apenas bisavós alemães precisava de autorização para ficar em território luso. 

Isto criou uma vaga de requerimentos entre os cidadãos alemães, ou filhos de alemães residentes em Portugal, como foi o caso de Carolina Michaëlis de Vasconcelos, para os quais se abriu uma excepção. 

Aquilo com que o governo não contava era que houvesse uma ilustríssima figura - tão ilustre que nunca poderia ser expulsa - um facto aproveitado pela imprensa da época. 

Estando em vigor a "censura preventiva", muitos destes textos não chegaram a ser publicados.

 



publicado por Alma Lusa às 16:30
Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Bertrand.pt - Maria da Fonte: A Rainha do Povo

 

Editora: TopSeller

 

Sinopse: Até quando pode uma mulher aguentar a injustiça sem erguer a voz? Após as Guerras Liberais que assolaram Portugal durante o século XIX, as decisões do governo de Costa Cabral não são bem recebidas. Os impostos aumentam, as liberdades do povo são atacadas e a Igreja é o próximo alvo. Atenta aos gritos de revolta do seu povo, que também são os seus, e às ideias miguelistas dos seus senhores, está a jovem Maria Angelina. Despedida por se ter deixado apaixonar, Maria regressa à sua aldeia da freguesia de Fontarcada, na Póvoa de Lanhoso, jurando viver por si, sem ninguém a cortar-lhe as asas. Os ideais, no entanto, não desaparecem, e, quando o governo proíbe o povo de enterrar os mortos nas igrejas, Maria decide tomar medidas. Lideradas por ela e munidas das armas possíveis, como as ferramentas de trabalhar a terra, as mulheres do Minho fazem justiça pelas próprias mãos. Maria de Fontarcada torna-se Maria da Fonte e ganha os contornos de uma líder popular. Conforme a revolta vai grassando pelo país, forçando o governo a ser demitido e o exército a entrar em cena, Maria da Fonte transforma-se num mito, surpreendendo até aqueles que com ela privavam. Esta é a história desse mito. E da mulher que está na sua origem.

 

 

Maria João Fialho Gouveia nasceu em 1961, em Lisboa. Cresceu e estudou no Estoril, tendo depois cursado Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa. É ainda diplomada em Inglês pela Universidade de Cambridge. Começou a sua carreira de jornalista aos 18 anos, conciliando-a depois com o ensino. Escreveu para o Blitz durante 16 anos, foi colaboradora do Se7e e do diário A Capital, integrou a equipa da Antena 1, trabalhou 6 anos em publicidade e foi redactora da revista VIP. Neta de professora, cedo descobriu o gosto pela leitura e pela escrita. Amante da cultura e da arte, tem agora em curso uma licenciatura em História, que faz por mero prazer. E é com igual amor que se aventura na escrita. É também autora de Sob os céus do Estoril, As Lágrimas da PrincesaInêsFialho Gouveia - Biografia Sentimental D. Francisca de Bragança - A Princesa Boémia

 



publicado por Alma Lusa às 15:35
Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

 

Comissários: Fernando António Baptista Pereira e Francisco Clode de Sousa

 

A introdução do cultivo da cana-de-açúcar no arquipélago da Madeira, nos finais da primeira metade do século XV, e o desenvolvimento dessa produção em larga escala permitiram a exportação de açúcar para os portos da Flandres, primeiro através de Lisboa, depois directamente. Aumentou, assim, por toda a Europa, o consumo do «ouro branco», alterando hábitos alimentares e algumas práticas medicinais. Em paralelo, cresceu a importação para o arquipélago de bens destinados a satisfazer as devoções e a definir o estatuto social dos novos grupos populacionais constituídos à sombra dos canaviais e da economia açucareira.



Ao longo de uma narrativa que parte do espanto dos primeiros navegadores perante o novo território e prossegue com a evocação do esforço do povoamento e da implantação de estruturas económicas e administrativas no arquipélago, esta exposição dá a conhecer as elites comitentes locais através das suas encomendas – obras de pintura, escultura ou ourivesaria – provenientes da Flandres, do continente e até do Oriente. Numa última sala, expõem-se as mais destacadas obras-primas encomendadas, sintetizando, com particular brilho, a riqueza do património madeirense dos séculos XV e XVI, resultante do esplendor cultural proporcionado pelo ciclo económico do «ouro branco». Marcando o arranque das Comemorações dos 600 Anos do Descobrimento da Madeira e Porto Santo, esta embaixada cultural do arquipélago em Lisboa é constituída por 86 obras de arte.

 



publicado por Alma Lusa às 15:05
Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

misterios-de-lisboa.jpg

 

Realização: Raúl Ruiz (Chile, 1941 - 2011)

Argumento: Carlos Saboga (adaptação da obra de Camilo Castelo Branco)

Produção: Paulo Branco

 

Elenco: Adriano Luz, Maria João Bastos, Ricardo Pereira, Clotilde Hesme (França), Afonso Pimentel, Léa Seydoux (França), Albano Jerónimo, João Arrais, Martin Loizillon (França), Julien Alluguette (França), Joana de Verona, Rui Morisson, Carloto Cotta, Maria João Pinho, João Baptista, José Manuel Mendes, Malik Zidi (França), Melvil Poupaud (França), Margarida Vila-Nova, Sofia Aparício, Catarina Wallenstein, André Gomes, Filipe Vargas, José Airosa, Marco D'Almeida, Martinho da Silva, Paulo Pinto, Vânia Rodrigues, Américo Silva, Ana Chagas, António Simão, Dinarte Branco, Duarte Guimarães, Helena Coelho, João Villas-Boas, Lena Friedrich (França), Marcello Urgeghe, Miguel Monteiro, Nuno Távora, Pedro Carmo, Tiago Fagulha, Cleia Almeida, Bruno Ambrósio, Carlos António, Martim Barbeiro, António Pinhão Botelho, Joana Botelho, Ana Sofia Campos, São José Correia, Raquel Dias, Leonor Figueiredo, Afonso Lagarto, Sofia Leite, Beatriz Leonardo, Sofia Marques, Eduardo Martins, Rui Neto, Júlio Salgado, Leonor Vasconcelos, Thor Schenker (França)

 

Sinopse: «Tinha 14 anos e não sabia quem era...» "Mistérios de Lisboa" mergulha-nos num turbilhão imparável de aventuras e desventuras, coincidências e revelações, sentimentos e paixões violentos, vinganças, amores desgraçados e ilegítimos numa atribulada viagem por Portugal, França, Itália e Brasil. Nesta Lisboa de intrigas e identidades ocultas, encontramos uma série de figuras que dominam o destino de Pedro da Silva, órfão de um colégio interno - Padre Dinis, que de aristocrata e libertino se converte em justiceiro; uma condessa roída pelo ciúme e sedenta de vingança; um pirata sanguinário tornado próspero homem de negócios - que atravessam a história do séc. XIX e a procura da identidade do nosso personagem.

 

O filme "Mistérios de Lisboa" estreou nas salas de cinema nacionais em 2010 e foi exibido em formato mini-série de 6 episódios, em 2011, na RTP1. A RTP2 volta agora a exibir a versão de mini-série da adaptação da obra de Camilo Castelo Branco.

 

De 2ª a 6ª, às 13h00, na RTP2.

 

 



publicado por Alma Lusa às 09:51
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

Uma das medidas controversas adoptadas pelo governo português depois da declaração de guerra da Alemanha foi expulsar os alemães que residiam em solo nacional e apreender-lhes os bens. A decisão não foi pacífica mas a campanha contra a presença alemã era insistente.

 



publicado por Alma Lusa às 17:28
Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

leffest 2017.jpg

 

http://www.leffest.com/

 

De 17 a 26 de Novembro, realiza-se a 11ª edição do LEFFEST, em Lisboa e Sintra. Um festival de cinema que aposta também noutras formas de arte, como a literatura, a música e as artes plásticas. 

 

Em 2017, o LEFFEST contará, como desde a sua primeira edição, com a presença de estrelas internacionais - nomes célebres no actual panorama do cinema, das artes, da literatura, da música, do pensamento - que irão partilhar o seu conhecimento e experiências com o público, através de conferências, masterclasses, workshops, performances, debates, exposições e espectáculos. 

 

Este ano, o LEFFEST passará por espaços como o Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra), o Palácio Nacional e Jardins de Queluz, os cinemas Medeia Monumental e Nimas (Lisboa), Cinemateca Portuguesa e Teatro Nacional D. Maria II, ambos em Lisboa.

 



publicado por Alma Lusa às 14:06
Novembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

12
18

19
22
23
24
25

26
27
28
29
30


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO