Sábado, 07 de Janeiro de 2017

O Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda, desactivado há anos, tem um dos dois únicos panópticos sem tecto que se conhecem no mundo. "Panóptico" quer dizer um modelo arquitectónico singular: o edifício é um círculo vazio no centro, centro em que uma torre permite "ver sem ser visto". Muito para lá da beleza que hoje se reconhece a este modelo arquitectónico do séc.XIX, o panóptico conta outra história, a da arquitectura ao serviço do controlo dos comportamentos. O psiquiatra Fernando Vieira e o arquitecto José António Bandeirinha são os nossos guias nesta perturbante visita guiada.

 



publicado por Alma Lusa às 22:03

RICARDO-RIBEIRO-E-RABIH-ABOU-KHALIL.jpg

 

Concerto de Ricardo Ribeiro e Rabih Abou-Khalil, inserido na comemoração do 5º aniversário de Fado Património Imaterial da Humanidade. 


O fadista português interpreta a obra do compositor libanês construída sobre o poema de José Régio, "Toada de Portalegre", desafiando os ritmos e as invulgares melodias.



publicado por Alma Lusa às 21:36

Curso de Cultura Geral

 

Através de uma conversa assente naquilo que edificou a cultura e o saber de algumas das mais distintas personalidades da cultura portuguesa e alguns anónimos, Anabela Mota Ribeiro promove assim este curso de entrada livre e acessível a todos. Vamos aprender uns com os outros.

 

O programa "Curso de Cultura Geral" propõe uma interrogação sobre a noção de cultura geral, suscita uma variedade de respostas dadas por pessoas de proveniências culturais, sociais e etárias distintas. Reforçando a ideia de que não há uma lista única, canónica, um modo único de ler e apreender a realidade, três pessoas em cada programa elaboram a partir de uma lista de experiências de cultura que foram significativas para si, discorrem sobre o entendimento que têm de cultura e o modo como ela contamina a vida de todos os dias. Então, o programa não será sobre as obras que mudaram o mundo, mas sobre as obras que mudaram o mundo daquele entrevistado.

 

E pode falar-se da leitura do "Diário de Anne Frank", de ver Caravaggio numa igreja em Roma, da obra de Sophia, Pina Bausch, de uma mãe que ensina que não é preciso escolher entre ciências e letras, da experiência de viver fora do país, de ser médico e aprender com Abel Salazar que "um médico que só sabe de Medicina nem de Medicina sabe".


A escolha de convidados é abrangente. Há figuras conhecidas do grande público, há pessoas que não são conhecidas. Há professores, agentes culturais, uma bancária, um padre, uma menina de 22 anos que estuda escrita criativa, uma especialista em estudos islâmicos... A paridade foi uma preocupação e, no conjunto dos 13 programas, mais de metade dos 39 convidados são mulheres.


Para dizer como o escritor brasileiro Guimarães Rosa, "mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". Ou seja, este será um curso no qual todos são discípulos e mestres, dispostos a partilhar e aprender.


O programa tem autoria e apresentação de Anabela Mota Ribeiro.

 

Domingos, às 22h45, na RTP2.



publicado por Alma Lusa às 21:20

OURO VERDE.png

 

Autoria: Maria João Costa

Realização: Hugo de Sousa

Produção: Plural Entertainment

Música Genérico: "I Need This Girl" (Virgul)

Locais gravações: Lisboa e Brasil (Rio de Janeiro e Amazónia)

 

Elenco: Diogo Morgado, Joana de Verona, Luís Esparteiro, Ana Sofia Martins, Sílvia Pfeifer (Brasil), Nuno Homem de Sá, Manuela Couto, Bruno Cabrerizo (Brasil), Cassiano Carneiro (Brasil), José Wallenstein, Rui Mendes, Sofia Nicholson, Ângelo Torres, Nuno Pardal, Dina Félix da Costa, Zezé Motta (Brasil), Adriano Toloza (Brasil), Pedro Lamares, Susana Arrais, Pedro Hossi, Freddy Costa (Angola), Úrsula Corona (Brasil), Sofia Escobar, Fernando Pires, Sofia Grillo, Vítor d'Andrade, Mafalda Marafusta, Pedro Carvalho, Daniela Faria (Brasil), Paula Luiz, Nuno Távora, Inês Nunes, Diogo Branco, Thaiane Anjos (Brasil), Rodrigo Paganelli, Daniela Melchior, Júlia Palha, João Pedro Correia, Mónica Duarte, Gonçalo Oliveira, Sofia Franco, Ema Melo, Dylan Miguel 

 

Participações especiais: Paulo Pires, Sílvia Rizzo, Gracindo Júnior (Brasil), João Craveiro, Lavínia Moreira

 

Sinopse: Jorge Monforte (Diogo Morgado) é dono do império Ouro Verde, no Brasil, um dos líderes mundiais no mercado agro-pecuário. Bilionário, acaba de adquirir uma importante participação no Banco Brandão & Fonseca (BBF), uma empresa familiar liderada pelo poderoso banqueiro português Miguel Ferreira da Fonseca (Luís Esparteiro), conquistando um assento no restrito conselho de administração da instituição. A novidade não é bem acolhida na família de banqueiros, que suspeita das reais intenções daquele estrangeiro. O que não passa pela cabeça de ninguém é que Jorge Monforte seja a nova identidade de Zé Maria Magalhães, dado como morto há 15 anos, que volta agora para fazer justiça pela morte da sua família.

 

João Magalhães (Paulo Pires), o seu pai, era director financeiro do BBF quando rebenta um escândalo que envolve o banco num complicado esquema de fraude e desvio de capital. João é usado como bode expiatório ao ser acusado do golpe. Ele começa a ser investigado e o seu nome é achincalhado nos jornais. Na sequência, João ameaça Miguel de que denuncia todos os esquemas sujos do banco se não o tirarem daquela situação e Miguel percebe que, vivo, ele é uma bomba-relógio. É assim que um assassino é enviado a sua casa para simular um suicídio. Acontece que a sua família, que tinha saído, por azar volta atrás, surpreende a cena e acaba morta, com excepção de Zé Maria que, miraculosamente, sobrevive.

 

Depois de seis meses em coma, Zé Maria acorda. Mas está muito confuso sobre a noite fatídica. Miguel, ao saber do ocorrido, fica assustado, com medo que ele se lembre de algo que o possa comprometer e finge-se preocupado com o rapaz. Quando Zé Maria decide retomar a sua vida, procura Miguel para arranjar trabalho e cruza-se com o assassino da sua família, que não identifica de imediato. Nesse mesmo dia, esbarra-se ainda com Bia Ferreira da Fonseca (Joana de Verona), mas não fica a saber que ela é filha de Miguel. Fica um clima entre os dois, mas Zé Maria tem outras preocupações, pois a sua memória volta, ele junta as peças e percebe que Miguel é o mandante do crime odioso que matou toda a sua família.

 

Rapidamente realiza que corre risco de vida e decide fugir, mas não sem quase ser morto de novo pelo assassino e, por um acaso da vida, ser salvo por Bia. Zé Maria acaba por passar uns dias com ela, onde se apaixonam perdidamente um pelo outro, até que o rapaz é mesmo obrigado a fugir para longe e parte para o Rio de Janeiro. Os dois sofrem muito com a separação. Já no Rio, Zé Maria é roubado e fica sem o contacto de Bia, perdendo-a de vista. Mais à frente, e num ímpeto de coragem, acaba por salvar de uma situação de perigo Januário Cavalcanti (Gracindo Júnior), um importante coronel com vastas propriedades na região da Amazónia. Este encontro improvável vai mudar a sua vida, pois este vai ser o homem que, um tempo mais tarde, o vai acolher e ajudar, dando-lhe trabalho como peão na fazenda. A relação entre os dois vai crescer e, quando o coronel morre, Zé Maria, agora já com uma nova identidade, Jorge Monforte, herda toda a fortuna.

 

Anos depois, mais poderoso que nunca, graças ao crescimento do negócio do gado e da soja, e já com uma posição de peso no BBF, Jorge decide que é hora de voltar a casa e acertar contas com o passado. A sua família precisa ser vingada. Jorge quer limpar o nome do pai e fazer justiça por toda a família que morreu. Quer ver Miguel Ferreira da Fonseca na miséria, com o nome enxovalhado nos jornais. Os dados estão lançados quando, na mesma época, Jorge é chamado de urgência a uma das suas fazendas, onde ocorria um forte protesto ambiental contra o grupo Ouro Verde. Entre os manifestantes, Jorge identifica Bia, hoje activista ambiental, que não via há 15 anos, supostamente um assunto arrumado na sua vida. O coração de Jorge dispara ao vê-la e ele percebe que o tema está longe de estar resolvido.

 

Agora como vai ele resolver o facto dela ser filha do homem que está prestes a destruir? Isso é algo que ela pode nunca lhe perdoar, porque a verdade é que se Jorge destruir a família Ferreira da Fonseca, de alguma forma, vai estar a fazer com Bia o mesmo que o banqueiro lhe fez no passado.

 

De 2ª a 6ª, às 21h40, na TVI.

 



publicado por Alma Lusa às 20:45

Mário-Soares.jpg

 

Faleceu hoje, aos 92 anos de idade, o antigo Presidente da República Mário Soares.

 

Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu a 7 de Dezembro de 1924, em Lisboa. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi advogado, professor do ensino secundário e director do Colégio Moderno, fundado pelo seu pai, João Soares. Como advogado, defendeu vários presos políticos, entre os quais Álvaro Cunhal, e a família de Humberto Delgado, aquando do seu assassinato. 

 

Mário Soares iniciou muito cedo a sua actividade política e a sua luta pela liberdade e democracia. Foi preso 12 vezes, totalizando três anos de cárcere. Foi numa das ocasiões em que esteve preso, em 1949, que se casou por procuração com Maria Barroso. Foi deportado sem julgamento para São Tomé e Príncipe, em 1968, até o governo de Marcelo Caetano lhe permitir o exílio em França, em 1970. Regressou a Portugal a 28 de Abril de 1974, três dias depois da Revolução dos Cravos, no "Comboio da Liberdade".

 

Foi um dos fundadores, a 19 de Abril de 1973, ainda em ditadura, do Partido Socialista. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Maio de 1974 a Março de 1975. Foi primeiro-ministro de Portugal por três vezes: 1976/77, 1978 e 1983-85. Foi a 12 de Julho de 1985 que subscreveu a entrada de Portugal na CEE, a actual União Europeia.

 

Depois de ter estado à frente do Governo, Mário Soares chegou à Presidência da República. Foi Presidente da República de 1986 a 1996, com dois mandatos, tendo ainda concorrido às Presidenciais de 2006. 

 

Portugal perde hoje o "pai da Democracia", um homem que sempre lutou pela liberdade dos seus compatriotas e que ficará como uma das maiores figuras do nosso País!



publicado por Alma Lusa às 16:36
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