Quinta-feira, 05 de Janeiro de 2017

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Realização e Argumento: Paulo Filipe Monteiro

Fotografia: João Ribeiro, Mário Castanheira e Vasco Viana

Montagem: Tomás Baltazar

Produção: Happygénio (Pedro Bento)  

Locais rodagem: Lisboa, Algarve e Bougie (Argélia)

 

Música: Bernardo Sassetti, do disco "Ascent"; Anouar Brahem (Tunísia), dos discos "Al Birwa" e "Souvenance"; Vítor Rua, do disco "Of Serenity"; Dead Combo, dos discos "2004" e "Lusitânia Playboys"; Line Monty (Argélia), "Ya oumni"; Mohamed El Kamel (Argélia), "Zman ouel Lyoum"; Lévon Minassian (França), "They have taken the one I love"; Hector Berlioz (França), de "Le Spectre de la rose", por L'Orchestre de la Suisse Romande, dirigida por Ernest Ansermet, soprano Régine Crespin

 

Elenco: Sinde Filipe, Boualem Zeblah (Argélia), Carloto Cotta, Catarina Luís, Fodil Assoul (Argélia), Idir Benebouiche (Argélia), Ivo Canelas, Miguel Cunha, Mohamed Lefkir (Argélia), Paulo Pinto, Paulo Pires, Rita Brütt, Sid Ahmed Agoumi (Argélia), Filipa Areosa, Carla Chambel, Inês Conde, Teresa Faria, Constança Machado Leite, Joaquim Nicolau, Vítor Pinto, Sylvie Rocha, Carlos Santos

 

Sinopse: Manuel Teixeira Gomes, criado no sul de Portugal, diante do mar, numa cultura muito árabe. No começo do século XX é um talentoso escritor, muito sensual na sua prosa e muito livre no seus temas quase sempre eróticos. Em 1923 é eleito Presidente da República. O filme começa nesses anos agitados: a ascensão do fascismo é o contexto dramático das iniciativas de Teixeira Gomes que, apesar das constantes revoltas militares, consegue formar governos reformistas. E, de repente, Teixeira Gomes parte. Pede a demissão e procura o primeiro barco que sai de Lisboa. É um cargueiro, chama-se Zeus.

 

Esta é a história real de Manuel Teixeira Gomes. Um escritor de óptima literatura erótica é eleito Presidente da República – caso único no mundo. Promove políticas reformistas, apoia os operários, combate a banca. Mas, ao fim de 26 meses, diz: «Basta! Estou farto. Qual é o primeiro barco a sair de Lisboa? Não é daqui a um mês, é já. Zeus? É um cargueiro? Não me importa, hão-de levar-me. Não me interessa para onde vão. Parto sem um papel, nada que me lembre a minha vida de escritor ou de Presidente.» E assim, aos 65 anos, muda de vida. Vai para o Norte de África, convive com os nómadas do deserto, instala-se na Argélia, aí morre 15 anos depois. A sua vida deu um filme: um hino à vida, à liberdade, à coragem, ao sensualismo e à amizade.

 

Prémios: Melhor Actor (Sinde Filipe) no Festival de Cinema de Bombaim (Índia, 2016)

 

Melhor Actor (Sinde Filipe), Melhor Actor Secundário (Miguel Cunha), Melhor Caracterização (Sara Menitra) e Melhor Guarda-Roupa (Sílvia Grabowski) no Festival Caminhos do Cinema Português 2016

 

 

Manuel Teixeira Gomes nasceu em Portimão, em 1860. Foi o sétimo Presidente da República (6 Outubro 1923 a 11 Dezembro 1925). Além de estadista foi também escritor, deixando uma considerável obra literária. Faleceu a 18 de Outubro de 1941, na cidade argelina de Bougie, onde existe uma praça, um liceu e um busto com o seu nome. 

 

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Busto de Manuel Teixeira Gomes em Bougie (Argélia)

 

 

 

Paulo Filipe Monteiro nasceu em Coimbra, em 1965. É argumentista, realizador, actor e professor universitário. No teatro, tem trabalhado como dramaturgo, actor e encenador.  Em cinema e televisão, como guionista ou actor. Ensina drama, cinema e ficção na Universidade Nova de Lisboa, onde em 1995 se doutorou com uma investigação sobre o cinema português e onde, em 2003, fez a sua agregação em Teorias do Drama e do Espectáculo. Foi Presidente da Comissão Científica e Coordenador do Departamento de Ciências da Comunicação. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos. Publicou numerosos artigos e quatro livros. Deu conferências e workshops em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Irlanda, Brasil e Estados Unidos. Realizou a curta-metragem "Amor Cego" e estreia-se agora na realização de longas-metragens, com "Zeus".

 

Filmografia:

Zeus (2017)

Amor Cego (curta-metragem, 2010)



publicado por Alma Lusa às 11:31

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Realização e Fotografia: Cláudia Rita Oliveira

Produção: JumpCut (Miguel Gonçalves Mendes)

Vozes: André Albuquerque, Joana Manuel

Música: Mighty Sands, Ricardo Freitas, Sara Vicente

 

Com: Cruzeiro Seixas

 

Sinopse: Artur Cruzeiro Seixas habita num labirinto onde todos os caminhos o levam a Mário Cesariny (1923 - 2006). Subjugado por esta obsessiva relação, Cruzeiro Seixas não viveu, mas deixou documentos desse não viver. 96 anos de pintura e poesia à espera de um reconhecimento maior ao lado de outros autores surrealistas.

 

Prémio: Prémio do Público no DocLisboa 2016 

 

 

 

Cláudia Rita Oliveira nasceu em Loulé, em 1976. Em 2000, licenciou-se em Design de Comunicação na Universidade do Algarve e termina com uma bolsa de mérito. Em 2004, concluiu o bacharelato na área de Montagem na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Entre 2003/2004, frequentou o departamento de Cinema Studies, na FAMU, em Praga e, em 2006, o Workshop de Documentário pelos Ateliers Varan, na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Trabalhou como designer gráfica para o Ministério da Cultura (delegação de Faro) e para empresas de multimédia. Realizou vídeo-instalações para performances, dança e teatro. Trabalhou em montagem para Pedro Costa, Miguel Gonçalves Mendes e Vera Mantero, entre outros. Realizou curtas-metragens e documentários e, desde 2011, também se dedica à realização de projectos fotográficos, tendo participado em várias exposições colectivas.

 

Filmografia:

Cruzeiro Seixas - As Cartas do Rei Artur (documentário, 2017)

Candidíase (curta-metragem, 2008)

Take my Head (curta-metragem, 2003)

 

Juntamente com "Cruzeiro Seixas - As Cartas do Rei Artur", estreará também a versão restaurada do documentário "Autografia" (2004), de Miguel Gonçalves Mendes, sobre Mário Cesariny.

 

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Realização: Miguel Gonçalves Mendes

Imagem: Cláudia Rita Oliveira, Dino Estrelinha, Leonardo Simões, Hugo Azevedo, Hugo Coelho, Miguel Gonçalves Mendes, Nina Alves e Susana Nunes

Voz-off poema "Autografia": Paulo Reis

Figurino "Obituário": Mariana Sá Nogueira

Produção: JumpCut

 

Sinopse: Com este documentário pretende-se retratar não o poeta e pintor Mário Cesariny mas sim a sua vida, o seu percurso e a sua individualidade.

 

Como espaço de acção privilegiou-se o seu quarto, por ser este, actualmente, a base da sua criação e da sua intimidade. É aqui que resiste tudo o que não se perdeu.

 

Sendo este um trabalho que vive sobretudo das questões colocadas (ausentes) e das respectivas respostas, optou-se por assumir como fio condutor um dos seus poemas - "Autografia" - que servirá de mote, através da sua análise para as questões intencionadas, de modo a que o filme assuma um carácter intimista, estabelecendo-se um diálogo entre quem o vê e quem é retratado.


Neste documentário/registo existem vários planos: o de análise do poema; o das respostas; o do seu trabalho (exposto na sua intimidade) e o da nossa própria interpretação; uma espécie de respigar/reciclar de citações e de conteúdos que acabam por nos permitir uma apropriação de Mário Cesariny. (Miguel Gonçalves Mendes)

 

Prémio: Melhor Documentário Português no DocLisboa 2004

 



publicado por Alma Lusa às 11:05

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O programa "Príncipes do Nada" está de volta à RTP1 com uma nova temporada de 10 episódios, com novas histórias numa linguagem mais documental.

 

"Príncipes do Nada" é um programa de televisão criado há 10 anos pela vontade partilhada entre Catarina Furtado, enquanto Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), e a RTP. Produzido pela Até ao Fim do Mundo, co-autora do formato, este programa é dedicado ao trabalho na área do desenvolvimento nos países em vias de desenvolvimento e em Portugal.

 

Agora na quarta série, o "Príncipes do Nada" conta com um novo parceiro, o Instituto Camões. Quer ir mais longe neste compromisso de dar voz aos que trabalham diariamente pela melhoria do mundo, nas mais diversas áreas – da saúde à protecção da biodiversidade, da educação à agricultura sustentável. Visa, assim, uma abordagem mais abrangente, incluindo temas da agenda dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, que devem ser implementados até 2030.

 

A equipa de "Príncipes do Nada" viaja por países como Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste. Estão ainda mais presentes o olhar e a voz de quem vive nas realidades reportadas. Os testemunhos de quem trabalha, lado a lado, com a população e as histórias que revelam o impacto desse trabalho. São eles os protagonistas deste programa. Os verdadeiros "Príncipes do Nada". Histórias humanas que apelam à nossa consciência de cidadãos e a uma urgência de actuação para a construção de um mundo mais equilibrado.

 

No primeiro programa começamos por Moçambique, onde ser albino é viver com medo. Medo da discriminação, da violência e de ser raptado. Os mitos associados à falta de pigmentação na pele têm ditado o aumento dos casos de perseguições e assassinatos de pessoas com albinismo. O corpo inteiro de uma pessoa albina pode valer 75 mil dólares. No Norte do país, a situação é ainda mais alarmante. Em Nampula conhecemos Pedro, um dos fundadores da associação Amor à Vida, criada em 2014 depois do desaparecimento do jovem César, irmão de Pedro, ambos albinos. Em Xai-Xai acompanhamos o admirável trabalho desta associação junto de famílias que vivem em comunidades mais isoladas e pobres, onde o nascimento de um filho albino pode levar a situação de abandono e a um maior risco de rapto ou perseguição.

 

Ainda na Província de Gaza, comprovamos a importância da mensagem que os representantes da Amor à Vida transmitem através de palestras de sensibilização em escolas para desmistificar o albinismo e acabar com o preconceito. Numa breve passagem pelo Hospital Central de Maputo assistimos à intervenção cirúrgica a uma jovem de 21 anos que, à semelhança do que acontece à maioria dos albinos, sofre de cancro da pele.

 

Os cremes protectores são indispensáveis, mas demasiado caros neste país. A Associação Amor à Vida tem hoje mais de 700 associados e luta diariamente, com muitas dificuldades, pela protecção dos albinos e pela defesa dos seus direitos.

 

Depois seguimos viagem até ao mercado de Bafatá, na Guiné-Bissau. Guiados pelas cores, os cheiros e os sabores deste país descobrimos o Projecto de Apoio à Intensificação da Produção Alimentar e Desenvolvimento Comunitário (PAIPA-DC). A iniciativa é da Cooperação Portuguesa que quer reforçar a capacidade de produção do país, promover a inclusão das mulheres nos negócios, diminuir a insegurança alimentar e a pobreza.

 

À boleia com Djaló, a equipa do "Príncipes do Nada" visita tabancas (aldeias guineenses), testemunha os benefícios do uso de tractores na produção de arroz nas bolanhas doces e da disponibilização de descascadoras de arroz para a população.

 

"Príncipes do Nada" partilha ainda a agenda da ONU relativa aos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, que devem ser implementados até 2030, por um mundo mais equilibrado.

 

"Princípes do Nada" está de volta para uma quarta temporada (as primeiras três foram emitidas entre 2006 e 2012).

 

Quintas, às 21h05, na RTP1.

 



publicado por Alma Lusa às 10:19
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