Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

 

 

 Origem: Lisboa

 

Há uns tempos, Carla Caetano estava a atender uma cliente numa das lojas de roupa Knot quando entrou uma antiga colega de faculdade. Não se desse o caso de tomar a iniciativa de lhe falar e a conhecida, garantiu-lhe depois, teria virado costas sem dizer nada, constrangida por vê-la atrás do balcão. Ficaria assim sem saber que Carla é a directora-geral da marca de roupa para miúdos, lançada em 2008. Para ela, aliás, estar nas lojas é o primeiro passo para gerir o negócio. Foi lá que percebeu, por exemplo, que havia dois inesperados mercados, o das ofertas para crianças e o das avós.

 

Não é que faltassem lojas de roupa para crianças de marcas nacionais quando Carla decidiu abrir a sua... se há sector dinâmico em Portugal é este. Um exemplo é a zona infantil do Centro Colombo, em Lisboa. Petit Patapon, Lanidor Kids & Junior, Laranjinha... o mais difícil é encontrar uma marca internacional. Ainda assim, a gestora achou que havia espaço "para um clássico moderno, para as mães de hoje". Não quer entrar no campeonato Zara e H&M, que deixa para as compras de itens básicos, e prefere apostar nas peças diferentes, em linha com marcas espanholas como a Massimo Dutti Kids ou Neck & Neck. Assim nasceu a Knot (palavra inglesa para laço, remetendo, explica, para os vínculos familiares).

 

Para fazer a Knot deixou a posição de senior manager numa multinacional de consultoria e pôs mãos à obra. As primeiras lojas abriram em 2008, nas Amoreiras e no Saldanha Residence, em Lisboa, e no Bom Sucesso, no Porto. As duas últimas já fecharam. Entretanto, abriram mais sete (também já estão no Colombo) e estão em lojas nas cidades mais pequenas. O quartel-general da empresa é na LX Factory, antiga sede da tipografia Mirandela, em Lisboa, hoje ponto de encontro de artistas, designers. Mas a Knot não produz nada. Cria e subcontrata a produção em fábricas no Norte. No Porto trabalham três pessoas, incluindo a directora criativa. Em Lisboa são oito. Nas lojas há quarenta vendedoras e é lá que Carla joga todos os trunfos.

 

À medida que a empresa cresce vai apurando o estilo. Já tem a sua própria paleta de cores. "Dá-nos mais autonomia", diz a directora-geral, no pequeno showroom onde há peças para o Inverno 2011/12. Estão divididas por histórias. "Não fazemos o mesmo modelo dos 2 aos 8 anos, porque há alguns que ficam lindos aos 2, mas patéticos aos 8 anos." Outra regra: "Trabalhamos a moda dos adultos, seguimos tendências internacionais." Cada estação fazem umas 60 mil peças. E estão a lançar mais uma marca, a Baby Bubble, para prematuros e recém-nascidos, para venda em farmácias.

 

Agora também andam de olhos postos em Espanha, primeiro mercado para onde querem exportar em massa e onde já têm um distribuidor. A crise assusta, claro. Mas a gestora não desanima.

 

(retirado da reportagem 1000 Motivos do nosso Orgulho publicada na 1000ª edição da revista Notícias Magazine)

 

http://www.knotkids.com/pt/home.php

 

http://www.babybubble.com/#/pt/home 

 

 

 

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 17:47

 

 

 O arquitecto Eduardo Souto de Moura foi eleito a Personalidade do Ano para a Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP) por ter promovido a imagem de Portugal a nível internacional e em reconhecimento do Prémio Pritzker - o Nobel da Arquitectura - que venceu em Março. Este tem sido um ano em grande para o arquitecto que, recentemente, recebeu também o Prémio Secil de Arquitectura, pela Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.

 

A AIEP, fundada há 32 anos, distingue anualmente uma pessoa ou instituição portuguesa que tenha contribuído para a divulgação de Portugal a nível internacional. Esta escolha é feita por cerca de 50 jornalistas estrangeiros baseados em Portugal e que representam meios de comunicação de mais de 20 países. A AIEP justifica a escolha de Souto de Moura definindo-o como "um dos mais relevantes arquitectos da sua geração - junto com Álvaro Siza Vieira". Na avaliação do júri, pode ler-se que "A obra de Souto de Moura caracteriza-se por ter um desenho contemporâneo com ecos da arquitectura tradicional. Mesmo sem recorrer à monumentalidade, as construções que planeia deixam uma marca no seu entorno, numa linguagem que definiu como «clara, simples e pragmática», de alguém que considera a arquitectura como transformação e metamorfose da realidade."

 

Eduardo Souto de Moura nasceu a 25 de Julho de 1952, no Porto. Iniciou o seu percurso profissional ao lado de Siza Vieira, com quem trabalhou durante 5 anos, até 1980, quando se licenciou pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. No mesmo ano, receberia o seu primeiro prémio, da Fundação António de Almeida, o que seria o incío de uma carreira brilhante. Entre as suas obras mais emblemáticas, destacam-se: a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais; o Estádio Municipal de Braga; a Estação de Metro da Trindade, no Porto; o Centro de Arte Contemporânea de Bragança; o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza, entre outras.

 

Ao ser o escolhido para Personalidade do Ano 2011, Souto de Moura junta-se a uma lista de notáveis portugueses, como Carlos Paredes, os Capitães de Abril, José Saramago, Mariza, António Guterres, Durão Barroso, Rosa Mota, Álvaro Siza Vieira, Luís Figo, Joaquim de Almeida, entre outros. Em 2010, a escolha recaiu na Fundação Champalimaud.

 

 



publicado por Alma Lusa às 16:16

 

"Makulatur", o livro do fotógrafo português Paulo Nozolino, editado este ano na Alemanha, foi premiado com a medalha de prata pelo Deutscher Fotobuchpreis, em Estugarda, que premeia anualmente os melhores livros de fotografia editados no país. Esta é a segunda vez que um livro do fotógrafo português é premiado pelo Deutscher Fotobuchpreis, depois de "Far Cry", em 2005.

 

Na origem do livro "Makulatur" estão uma fotografia tirada por Nozolino ao pai, em 2008, na última vez que o viu vivo e outra foto tirada à mãe, mais tarde, horas antes do seu falecimento. O luto e a perda dos progenitores estão na génese do livro. Em Fevereiro deste ano, o fotógrafo apresentou na Galeria Quadrado Azul, em Lisboa, uma exposição com o mesmo nome do livro, que contou com 12 fotografias em 6 dípticos.

 

Paulo Nozolino nasceu em Lisboa, em 1955. Em 1995, recebeu o Grande Prémio de Fotografia da Suíça por trabalhar no projecto "Solo", uma incursão solitária sobre o estado da Europa, de Auschwitz a Sarajevo, tendo sido premiado, em 1998, com o Oscar Barnack Award. Em 2006, recebeu o Prémio Nacional de Fotografia, pelo conjunto da sua obra.

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 15:58
Vila Natal (até 3 de Janeiro)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 15:18
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