Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2011

 

 

 Origem: Arganil

 

Quando, em 1992, Carlos Fernandes Ribeiro se juntou a outros dois sócios - que acabariam por abandonar a empresa dois anos mais tarde, com o falecimento do fundador - para lançar a primeira pedra do Grupo Piódão, estava, na verdade, a puxar o fio de um negócio continuado por mais duas gerações dos seus herdeiros, com vista para o casario de xisto e lousa daquela que é uma das aldeias mais típicas de Portugal.

 

A paixão pelos têxteis artesanais fez a empresa pisar firme no mercado dos tapetes, chegando a abrir, em 2000, um segunda fábrica, em Espinho - entretanto encerrada - para dar conta das encomendas. Porém, recusando-se a ficar "na mão dos distribuidores", dez anos mais tarde estes produtores viraram-se para a produção de uma linha própria que, explica Filipe Silva, director de marketing, é a "menina dos nossos olhos", ainda que não seja o único sustento. Dedicada a coser o saber ancestral do artesanato com a irreverência da estética contemporânea, a marca Piódão prepara-se para mostrar mais novidades em 2012 e demonstra que não dá ponto sem nó: a comprová-lo, a Menção Honrosa que trouxe este ano da Estónia, nos DME Awards (Prémios Europeus de Gestão do Design), na categoria de pequena empresa.

 

É na fábrica de Arganil que ganham forma, cor e chão os tapetes e carpetes do Piódão Group, tufados à mão pelos trabalhadores da empresa. As ideias para o design e para as texturas também se alinhavam sob o testemunho silencioso da serra do Açor, contando com uma equipa de design residente e a colaboração pontual de designers, como Luís Nascimento e Filipe Alarcão ou os ateliês Pedrita, Zaven e Space Invaders.

 

Apostando na produção semiartesanal, "porque o mercado valoriza produtos individualizados e feitos à mão" e porque a razão entre o custo e a qualidade não compensa o investimento em maquinaria, é privilegiado o método esmirna ou hand tufted. A lã é cosida no tapete pelo verso, para ficar de pé, na face principal. Depois de aplicada a lã ponto por ponto, linha por linha, nascem os desenhos e formas, as misturas de materiais e os jogos de texturas e cores. A rematar, há ainda uma fase de acabamentos durante a qual se podem corrigir imperfeições e fazer o controlo de qualidade final.

 

Os tapetes Piódão têm preços de venda ao público que se estendem entre os 450 e os 500 euros o metro quadrado e podem ser encontrados em lojas de design, como a BCT Store, em Lisboa e no Porto. As encomendas também podem ser dirigidas directamente ao Piódão Group.

 

O respeito pelo meio ambiente também está entranhado nos tapetes Piódão. Os responsáveis da empresa garantem que apenas se admitem na sua composição fibras biodegradáveis e "naturais" - como a lã - ou "sustentáveis" - como a viscose, fabricada a partir da madeira ou da semente do algodão, e, em cujo processo de produção, já é possível minimizar os efeitos poluidores. Assim se vira a agulha a materiais derivados do petróleo como o nylon e o polipropileno.

 

1200 metros quadrados saem mensalmente da fábrica da marca. Para além da linha própria, há mais duas vertentes de negócio. A Piódão Pro, que produz tapetes personalizados, directamente para arquitectos e ateliês de design, bem como a Piódão Outsourcing. Este é o core-business da empresa e o seu "negócio mais rentável": representa 70% da produção, fazendo nascer produtos desenvolvidos para outras marcas mundiais conceituadas como as cadeias Rolf Benz, Moroso e Moooi.

 

(retirado do artigo "Portugal faz bem - Tapete exportador" publicado na edição nº 979 da revista VISÃO)

 

 

http://pt.piodaogroup.com/outsourcing.html

 

 

 

 

 


publicado por Alma Lusa às 18:24

 

Após uma derrocada numa obra, Paulo perde o emprego porque denunciou a situação. A sua relação com a mulher vai deteriorando-se dia após dia. Anabela, a irmã de Paulo, vive com o pai de ambos, que sofre síndrome do Ultramar. Bela é enfermeira e o único conforto de um doente terminal. Famílias grandes noutros tempos e que agora se limitam a sobreviver dentro do destino que lhes coube. Uns resistem e esbracejam, lutam e não se conformam, outros deixam cair os braços e desistem. Com Isabel Abreu, Filipe Duarte, Fernanda Lapa, Nuno Lopes, Gonçalo Waddington.

 

 



publicado por Alma Lusa às 18:06

 

Numa viagem de comboio para o Algarve, Macário conta as atribulações da sua vida amorosa a uma desconhecida senhora: Mal entra para o seu primeiro emprego, um lugar de contabilista num armazém em Lisboa do seu tio Francisco, apaixona-se perdidamente pela rapariga loira que vive na casa do outro lado da rua, Luísa Vilaça. Conhece-a e quer de imediato casar com ela. O tio discorda, despede-o e expulsa-o de casa. Macário consegue enriquecer em Cabo Verde e, quando já tem a aprovação do tio para finalmente casar com a sua amada, descobre então a "singularidade" do carácter da noiva. Um filme de Manoel de Oliveira adaptado do conto de Eça de Queiroz. Com Ricardo Trêpa, Catarina Wallenstein, Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra.

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 17:56
 

 

A produção do álbum "Em busca das montanhas azuis", de Fausto Bordalo Dias, iniciado em 2010, foi filmada por Miguel Bordalo e Miguel Ribeiro Fernandes, que captaram momentos diversos das diferentes fases, desde a produção das maquetas, onde se podem ouvir músicas na sua versão embrionária, até ao estúdio de gravação, onde se ouvem as músicas finalizadas, passando pelos ensaios e um concerto no Centro Cultural de Belém. O documentário conta com entrevistas a Fausto Bordalo Dias, Nuno Pacheco, Viriato Teles, músicos e técnicos envolvidos na produção do álbum. Fala-se da trilogia à qual este álbum pertence, a relação de Fausto com os músicos e com a música tradicional portuguesa, assim como do método de trabalho do autor. Mostram-se os detalhes, momentos e resultados do trabalho de Fausto Bordalo Dias no seu último disco de originais que encerra a trilogia "Lusitânia Diáspora", iniciada em 1982 com o álbum "Por este rio acima" e continuada em 1994 com "Crónicas da terra ardente".

 

 

 


publicado por Alma Lusa às 17:41
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