Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2011

Imagem do Magnetómetro da LusoSpace e do satélite Proba-2

 

Origem: Lisboa

 

Os portugueses que são estrelas na produção de bússolas espaciais querem fazer as suas tecnologias brilhar na Terra, agora que já estão orientados no espaço.

 

A rampa de lançamento foi uma garagem. O destino? Só pode ser o infinito e mais além, ou não reclamasse para si a missão de "transferir a tecnologia da área espacial para áreas não espaciais". Nascida em 2002, na garagem do pai de Ivo Vieira, a LusoSpace contou logo com uma madrinha... espacial: a Agência Espacial Europeia (ESA), da qual Portugal se tinha tornado membro dois anos antes. Tal foi o entusiasmo da agência europeia com o magnetómetro luso que, com um capital inicial de uns magros 5 mil euros, a empresa fundada por três sócios - dos quais hoje resta Ivo Vieira, o único com formação na área - viu-lhe mesmo ser adjudicado o projecto "sem sequer termos a empresa registada", conta o director-geral da LusoSpace. Em 2003, as primeiras bússolas espaciais com selo nacional saíram da forja e desde então não mais... saíram de órbita: a ESA acaba de atribuir à LusoSpace um projecto de desenvolvimento de um magnetómetro concentrado num só chip, uma tecnologia "com retorno terrestre bastante elevado" e que poderá ser aplicada em smartphones. Nas vésperas de completar o seu 10º aniversário, um dos três maiores produtores de magnetómetros do mundo completa a rota, diversificando a oferta (alguma dela já desenvolvida, outra por desenvolver) com visores de realidade aumentada, MEMS (chips com microelementos mecânicos um milhão de vezes mais pequenos do que o metro) e terminais de comunicações ópticas com raios laser para o espaço.

 

Os magnetómetros funcionam como uma espécie de bússolas espaciais, permitindo orientar e monitorizar a posição em tempo real dos satélites, através da determinação do campo magnético. Apesar de esta ser já uma tecnologia experimentada e viajada, tanto dentro como fora das fronteiras planetárias, a LusoSpace inovou ao nível do design e ao integrar nela, e pela primeira vez, um chip de tecnologia AMR (Anisotropic Magneto-Resistive), que até então nunca tinha sido utilizada no espaço.

 

A caixa mecânica, desenhada pela LusoSpace, é produzida em Portugal, ao passo que os chips, adquiridos a um distribuidor espanhol, são importados de diferentes países. Da Dinamarca vem a placa de circuito impresso, enquanto as colas, os vernizes e as tintas são originários de França. Porém, a "mão-de-obra" e o know-how, responsáveis pela investigação, a concepção e a construção dos magnetómetros falam na língua de Camões... até mesmo no caso de um dos colaboradores, que é italiano. Nesta equipa de "galácticos", os engenheiros fazem o pleno: alinham com a camisola da LusoSpace engenheiros electrotécnicos, físicos, mecânicos e aeroespaciais. Desde 2003, quando se lançou na corrida aos magnetómetros, esta armada espacial portuguesa já produziu 12 magnetómetros. O mais famoso é o que está agora em órbita com o satélite Proba-2, que a ESA enviou para o espaço em Novembro de 2009, para testar tecnologias espaciais e fotografar a Terra.

 

Apesar de, até agora, só terem sido canalizados para satélites, os magnetómetros da LusoSpace podem nortear barcos, aviões, robôs, aviões não tripulados... enfim, "tudo o que precisa de orientação", sintetiza Ivo Vieira. A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Superior Técnico e as Universidades do Porto, do Minho e de Aveiro contam-se entre os actuais, e potenciais, parceiros da LusoSpace.

 

Aos 40 anos, e enquanto se equipa com os sapatos a fim de entrar na sala de ambiente controlado com 10 mil partículas por metro cúbico, onde são montados e testados os equipamentos da LusoSpace, Ivo Vieira tem o mesmo brilho pueril no olhar que, aos 12 anos, o fez desejar subir ao céu como astronauta. Enquanto nos explica que os novos óculos de realidade aumentada que quer produzir ambicionam chegar ao mercado de consumo e revolucionar a indústria dos jogos ou dos GPS, volta a denunciar o entusiasmo na voz. O mesmo que o levou a especializar-se em Engenharia Física e a concorrer ao programa de formação de astronautas da ESA, em 2008, já com 37 anos, na qual transpôs a primeira fase de selecção que passou de 10 mil para 900 candidatos. A ambição também não mudou: acredita que ainda vai vender os seus produtos à NASA. E continua a sonhar fazer uma viagem ao centro do universo, quem sabe até nos próximos anos...

 

(retirado do artigo "Portugal faz bem - Heróis em órbita" publicado na edição nº 978 da revista VISÃO)

 

 

http://www.lusospace.com/

 

 

 

 

 
 


publicado por Alma Lusa às 23:11
 
 
 
 
 
 
 
 
 


publicado por Alma Lusa às 22:37

Celebração

 

A alma lusa, acompanhada pelo trinado da guitarra! No Coliseu dos Recreios, os fadistas de ontem, de hoje e de sempre dão voz à nossa tradição. Tradição viva, com raízes profundas e presença estruturante na história sociocultural do País, o Fado foi, desde a sua génese, no século XIX, capaz de integrar influências poéticas, musicais, culturais e tecnológicas diversificadas, desenhando um trajecto de gradual consagração, ao longo do qual ultrapassou todas as fronteiras a que inicialmente foi sujeito. Conquistando definitivamente para si o terreno da poesia erudita, mediatizou-se ao longo do século XX com as carreiras de Amália Rodrigues e Carlos do Carmo, assumindo protagonismo nas salas de espectáculo mais prestigiadas do mundo. Dialogando abertamente com outros géneros musicais, os seus artistas mais emblemáticos são hoje autênticos embaixadores da nossa cultura. Na academia, as últimas décadas vieram consolidá-lo como campo de estudos científicos de legitimidade incontestada. Para nós, portugueses, e para todos quantos pelo mundo fora já tiveram contacto com o Fado, este é já um património universal, mas o seu reconhecimento por parte da UNESCO é indiscutivelmente uma mais-valia. A possibilidade de levar mais longe esta expressão musical, que é cada vez mais um ícone da nossa portugalidade, é aliciante e são muitas as personalidades que se associaram a esta causa, vendo nesta candidatura o coroar de uma vida dedicada ao Fado. Estruturada num exaustivo plano de salvaguarda que preconiza a cooperação estratégica das grandes instituições arquivistas e museológicas do País, a par das diferentes gerações de artistas e criadores - intérpretes, músicos, construtores de instrumentos, autores, compositores - das Universidades, dos espaços performativos amadores e profissionais, das editoras fonográficas e dos media, a candidatura transformou-se num desígnio colectivo de celebração desta tradição viva, onde nos reconhecemos e, a partir da qual, sempre nos redescobrimos.

 

No dia 2 de Dezembro, na Gala Fado Património da Humanidade, com transmissão em directo pela RTP, estarão em palco no Coliseu dos Recreios: Aldina Duarte, Ana Moura, António Zambujo, Carlos do Carmo, Carminho, Celeste Rodrigues, Cristina Branco, João Braga, Mafalda Arnauth, Marco Rodrigues, Maria da Fé, Mariza, Pedro Moutinho, Ricardo Ribeiro. Músicos: Ângelo Freire, Carlos Garcia, Carlos Menezes, Custódio Castelo, Diogo Clemente, Joel Pina, Marino de Freitas.

 

A RTP apoiou, desde o primeiro momento, esta candidatura e agora chegou a hora de celebrar com todos os portugueses este feito histórico. O Fado já é Património da Humanidade!

 

 



publicado por Alma Lusa às 18:44

 

Chegou, viu e venceu...! O actor português Paulo Rocha, que está no Brasil a fazer a novela "Fina Estampa", é a nova coqueluche da televisão brasileira. No passado dia 20 de Novembro, o actor esteve no "Domingão do Faustão", um dos programas mais populares da televisão brasileira, e foi surpreendido com vários depoimentos gravados de amigos e familiares portugueses (o bizarro da história é que esses depoimentos foram... dobrados!). 

 

Em Portugal, o programa que teve como convidado Paulo Rocha pode ser visto no próximo domingo, dia 4, a partir das 16h50, na TV Globo Portugal.

 

 

 

 

 

http://domingaodofaustao.globo.com/videos/v/domingao-apresenta-momentos-da-carreira-de-paulo-rocha/1702803/



publicado por Alma Lusa às 18:19

Seleção Nacional

 

Alemanha - Portugal (9 Junho - 19h45)

Dinamarca - Portugal (13 Junho - 17h00)

Portugal - Holanda (17 Junho - 19h45)



publicado por Alma Lusa às 18:10

 

O português José Mourinho, treinador da equipa de futebol do Real Madrid e melhor treinador do mundo em 2010, foi eleito "Rockstar do Ano" pela edição espanhola da revista de música "Rolling Stone". Mourinho surge na capa da revista e, no interior da mesma, vem um extenso perfil do treinador português que a revista caracteriza como sendo especialista na "arte maquiavélica de chatear toda a gente".

 

O perfil de Mourinho fala da história de como "um português arrogante e provocador controla o planeta", mas acaba por concluir que, na intimidade, o homem que já ganhou títulos em Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha é totalmente diferente da imagem criada publicamente. "A atitude desafiante, a mensagem polémica, a inteligência impertinente e, sobretudo, a atitude provocadora que mostra no banco e nas salas de imprensa" foram os motivos que colocaram "Mou" (como é tratado em Espanha) na capa de uma revista especializada em música.

 

Definitivamente, Mourinho não deixa ninguém indiferente em terras de "nuestros hermanos"!

 

 



publicado por Alma Lusa às 15:16
 
 
 
 
 


publicado por Alma Lusa às 12:48
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