Quinta-feira, 31 de Março de 2011

 

O arquitecto português Eduardo Souto de Moura é o vencedor do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura. No comunicado emitido pelo júri do prémio, refere-se que "durante as últimas três décadas, Eduardo Souto de Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza, a ousadia e a simplicidade - ao mesmo tempo."

 

Eduardo Souto de Moura nasceu em 1952, no Porto. Em 1980, licenciou-se pela Escola Superior de Belas Artes do Porto e, nesse ano, recebeu o seu primeiro prémio, da Fundação António de Almeida. Entre as suas obras mais conhecidas, destacam-se o Estádio Municipal de Braga; a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais; a Casa das Artes, no Porto; a Estação de Metro na Trindade, no Porto; o Centro de Arte Contemporânea de Bragança; o Hotel do Bom Sucesso, em Óbidos; o Mercado da Cidade de Braga; a Marginal de Matosinhos -Sul; o Crematório de Kortrijk (Bélgica), o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza (Itália) ou a Casa Llabia (Espanha), entre outras. Das suas várias obras, o júri destacou o Estádio Municipal de Braga, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.

 

Em 1981, começou a leccionar nas mais conceituadas escolas de arquitectura, desde a Faculdade de Arquitectura do Porto até à escola de Lausanne, passando por Paris-Belleville, Harvard, Dublin e Zurique.

 

Ao longo da sua carreira, Souto de Moura já recebeu vários prémios como o Prémio Secil de Arquitectura (1992 e 2004), o Prémio Internacional da Pedra na Arquitectura (1995), o Prémio Pessoa (1998), o 1º Prémio da Bienal Ibero-Americana (1998), a Medalha de Ouro Heinrich Tessenow (2001) ou o Prémio Internacional de Arquitectura de Chicago (2006).

 

O Prémio Pritzker, considerado o Prémio Nobel da Arquitectura, foi criado em 1979 pela Fundação Hyatt, com sede nos Estados Unidos, e distingue anualmente um arquitecto vivo pelo seu trabalho excepcional. Este ano o galardão foi entregue a Souto de Moura, o que muito orgulha todos os portugueses. A cerimónia de entrega será em Junho, em Washington. Eduardo Souto de Moura é o segundo arquitecto português a receber este prémio, depois de Álvaro Siza Vieira ter vencido em 1992, o que mostra a qualidade da arquitectura nacional e dos arquitectos portugueses!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 18:44
Quinta-feira, 31 de Março de 2011

 

A fadista Mísia foi ontem agraciada pelo Governo de França com as insígnias de Oficial da Ordem das Artes e Letras. A cerimónia decorreu no Palácio de Santos, em Lisboa, e as insígnias foram entregues pelo embaixador de França em Portugal, Pascal Teixeira da Silva. "Com esta distinção, a França pretende homenagear esta excelente intérprete, que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias", referiu a Embaixada em nota de imprensa, que refere ainda que "num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas".

 

Esta é a 2ª vez que a fadista portuguesa é agraciada pelo Governo francês. A primeira foi em Janeiro de 2004 quando foi condecorada pelo ministro da Cultura, Jean-Jacques Aillagon, com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras. Em 2005, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoe, a Grande Medalha de Vermeil, a maior distinção da cidade.

 

Nascida em 1955, Mísia é natural do Porto, filha de um português e de uma espanhola da Catalunha. Em 1991, lançou o seu primeiro álbum, "Mísia", a que se seguiram mais 8 discos, tendo o último, "Ruas", sido lançado em 2009. Desde o passado mês de Fevereiro que Mísia se encontra em digressão pelo estrangeiro com o seu novo projecto, "Senhora da noite". O próximo concerto será no dia 21 de Abril em Sèvres, França.

 

Em Setembro, será lançado o novo álbum da fadista, "Senhora da noite", um álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres.

 

 



publicado por Alma Lusa às 18:21
Quinta-feira, 31 de Março de 2011

 

A curta-metragem "Alfama", do realizador português João Viana, venceu o Grande Prémio na 12ª edição do Festival Internacional do Filme de Aubagne, em França. A curta-metragem portuguesa foi distinguida entre 65 candidatas. Este certame é o principal acontecimento mundial consagrado à relação do cinema com o som.

 

O júri presidido por Didier Desays, conhecido pensador do som no cinema, premiou o filme de João Viana por ser "a melhor criação sonora para uma curta-metragem, pela função estruturante do som na escrita do guião". Acrescentou ainda que "Alfama é um filme sem diálogos, quase mudo se omitirmos o trabalho insólito de som, misturando grandes planos sonoros subjectivos, sons fora de campo, e bruitage síncrona, onde o som conta literalmente uma história".

 

Esta é a 2ª vez que o trabalho de João Viana é reconhecido neste festival, depois de, em 2005, ter recebido uma Menção Honrosa pelo trabalho do som e da fotografia na curta-metragem "A Piscina".

 

Nos próximos meses, "Alfama" estará em exibição no Festival Meccal, em Barcelona, nos encontros europeus em Vannes, França, e no Festival de Miami Beach, nos Estados Unidos da América.

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 18:00
Quinta-feira, 31 de Março de 2011


publicado por Alma Lusa às 17:52
Sexta-feira, 25 de Março de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Portugal

 

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,

linda vista para o mar,

Minho verde, Algarve de cal,

jerico rapando o espinhaço da terra,

surdo e miudinho,

moinho a braços com um vento

testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,

se fosses só o sal, o sol, o sul,

o ladino pardal,

o manso boi coloquial,

a rechinante sardinha,

a desancada varina,

o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,

a muda queixa amendoada

duns olhos pestanítidos,

se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,

o ferrugento cão asmático das praias,

o grilo engaiolado, a grila no lábio,

o calendário na parede, o emblema na lapela,

ó Portugal, se fosses só três sílabas

de plástico, que era mais barato!

 

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,

rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,

não há «papo-de-anjo» que seja o meu derriço,

galo que cante a cores na minha prateleira,

alvura arrendada para o meu devaneio,

bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.

Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,

golpe até ao osso, fome sem entretém,

perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,

rocim engraxado,

feira cabisbaixa,

meu remorso,

meu remorso de todos nós...

 

Alexandre O'Neill

1924-1986

 

Poesias Completas

Alexandre O'Neill

Assírio & Alvim

 



publicado por Alma Lusa às 23:30
Sexta-feira, 25 de Março de 2011

 



publicado por Alma Lusa às 16:42
Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Gravado na Galeria Cristina Guerra, em Lisboa.

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 16:40
Sexta-feira, 25 de Março de 2011

  

 



publicado por Alma Lusa às 12:58
Sexta-feira, 25 de Março de 2011

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Alma Lusa às 12:55
Quinta-feira, 24 de Março de 2011

 

Quando a escritora e actriz Rosa Lobato de Faria faleceu, deixou por acabar a sua última obra literária. "Vento Suão" chega agora às livrarias, um ano depois da sua morte, como forma de homenagear a autora.

 

A Porto Editora disse à Rádio Renascença que considerou pedir a um escritor conhecido de Rosa Lobato de Faria que terminasse a obra, mas concluiu que essa não era a melhor solução, por ser possível que a autora não "aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo". Acrescentou ainda que "apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido". A obra inclui um posfácio do crítico e ensaísta Eugénio Lisboa.

 

"Vento Suão" relata em paralelo as histórias de vida de duas amigas de infância, tendo como pano de fundo o problema da violência doméstica. O livro já está à venda, mas a sua apresentação oficial e homenagem a Rosa Lobato de Faria terá lugar no dia 7 de Abril, no Grémio Literário de Lisboa, às 18h30.

 

Rosa Lobato de Faria nasceu em Lisboa, a 20 de Abril de 1932. Publicou 12 romances e vários livros infantis. As suas obras foram editadas no Brasil e traduzidas em Espanha, França e Alemanha. Faleceu a 2 de Fevereiro de 2010, aos 77 anos.

 

 



publicado por Alma Lusa às 21:03
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