Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

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Realização: Pedro Pinho

Argumento: Pedro Pinho, Luísa Homem, Leonor Noivo, Tiago Hespanha

Direcção Fotografia: Vasco Viana

Música original: José Smith Vargas, Pedro Rodrigues

Produção: Terratreme Filmes (João Matos, Leonor Noivo, Luísa Homem, Pedro Pinho, Susana Nobre, Tiago Hespanha)

Locais rodagem: Alverca, Póvoa de Santa Iria e Vila Franca de Xira

 

Elenco: José Smith Vargas, Carla Galvão, Njamy Sebastião, Joaquim Bichana Martins, Danièle Incalcaterra, Hermínio Amaro, João Santos Lopes, Paulo Vitorino, Rui Ruivo, António Cajado Santos, Zé Pedro, Arlindo Miguel, Boris Nunes, Euclides Furtado, Fernando Lopes, Sandra Calhau, Ricardo Gonçalves, Dinis Gomes, Helena Cavacas Veríssimo, Carlos Garrido Santos, Américo Silva, Vasconcelos, António Rocha Pereira, Tristão Soares, Nuno Vieira, João Barbosa, David Pereira Bastos, Paulo Ganhão, Anselm Jappe, Matilde Gago da Silva, Toni, Isabel do Carmo, Roger Claustre, Sara Pinto, Mauro Airez, Crista Alfaiate, Tiago Hespanha, Vera Midões, Joana Pais de Brito, Miguel Perdigão, Patrícia Soso

 

Sinopse: Uma noite, um grupo de operários percebe que a administração está a roubar máquinas e matérias- primas da sua própria fábrica. Ao decidirem organizar-se para proteger os equipamentos e impedir o deslocamento da produção, os trabalhadores são forçados - como forma de retaliação - a permanecer nos seus postos sem nada que fazer enquanto prosseguem as negociações para os despedimentos. A pressão leva ao colapso geral dos trabalhadores, enquanto o mundo à sua volta parece ruir.

 

Prémios: Prémio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) no Festival de Cannes 2017 (França)

Prémio CineVision no Festival de Munique 2017 (Alemanha)

Prémio de Melhor Realização no Festival de Cinema de Duhok 2017 (Iraque)

Grande Prémio do Júri no CineFest - Festival Internacional de Cinema de Miskolc 2017 (Hungria)

 

 

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Pedro Pinho estudou na Escola de Teatro e Cinema, em Lisboa, e na Escola Louis Lumière, em Paris. Em 2005/2006 frequentou os cursos de Realização e Escrita da London Film School, na Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Em 2008 co-realizou com Frederico Lobo o documentário de longa-metragem "Bab Sebta", que ganhou o prémio Marseille Esperance 2008 no FID MARSEILLE e os prémio de Melhor Filme no DOCLISBOA (Portugal) e FORUM DOC BH (Brasil). Foi considerado um dos 10 melhores filmes do ano pela revista Film Comment.

 

Em 2009 fundou com 5 colegas a produtora TERRATREME, que tem assumido um papel central na produção e promoção de novos realizadores no panorama do cinema português.

 

"Um Fim do Mundo" (2013) é a sua primeira média-metragem de ficção e estreou na 63ª Berlinale, no IndieLisboa e no Festival do Rio. Obteve alguns prémio em festivais portugueses e foi nomeado para Melhor Filme nos Globos de Ouro de 2014. Em 2014, Pedro Pinho co-dirigiu com Luísa Homem o documentário "As Cidades e as Trocas", que estreou no FID MARSEILLE, no DocLisboa e no THE ART OF THE REAL do Lincoln Center.

 

Actualmente trabalha como realizador, argumentista e produtor, tendo colaborado recentemente com Jorge Silva Melo, Filipa Reis e João Miller Guerra, João Salaviza e Leonor Noivo, entre outros. "A Fábrica de Nada" é a sua primeira longa-metragem de ficção.

 

Filmografia:

 

A Fábrica de Nada (2017)

As Cidades e as Trocas (documentário, 2014) c/Luísa Homem

Um Fim do Mundo (2013)

Bab Sebta (documentário, 2008) c/Frederico Lobo



publicado por Alma Lusa às 10:40
Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

 



publicado por Alma Lusa às 17:57

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Autoria: Pedro Caldeira Rodrigues

Realização: Edgar Feldman

Intérprete: João Jorge Meirim

Produção: Paulo Guerra

Música: Fernando Lopes-Graça

 

Sinopse: O PREC (Período Revolucionário em Curso) dura um ano e a sua figura central é Vasco Gonçalves, cuja imagem está muito ligada ao Comício de Almada, em Agosto de 1975.

 

O general é um homem completamente só. Um Dom Quixote que galvaniza plateias com propostas revolucionárias: a reforma agrária, a nacionalização da banca, um dia de trabalho para a nação. Um inimigo a abater por todos: pela direita, pelos socialistas e também pelo sector mais esquerdista, personificado por Otelo Saraiva de Carvalho. Não dura muito. Quinze dias depois cai o V Governo Provisório por si dirigido, pondo fim a uma fulgurante carreira política.

 

Saber quem é Vasco Gonçalves para além do estereótipo é um acrescento importante para entendermos melhor esse período conturbado da nossa História recente. Quarenta anos depois, este é o momento justo.

 

Realizado por Edgar Feldman, com texto de Pedro Caldeira Rodrigues e locução de Fernando Alves, este documentário pretende repor a verdade histórica sobre a vida de Vasco Gonçalves, longe das vozes inflamadas de quem se lhe opunha e dos que estavam com ele.

 

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publicado por Alma Lusa às 17:38

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Autoria: Pedro Bidarra

Realização: Sérgio Graciano e André Banza

Produção: Até ao Fim do Mundo

 

Elenco: Alba Baptista, Tomás Alves, Bárbara Lourenço, Viriato Quintela, Rita Tristão da Silva, Mafalda Jara, Gonçalo Carvalho, Diogo Mesquita, Bruna Quintas, Romeu Vala

 

Sinopse: Uma série sobre ideias e idiotas.

 

Fábula com pessoas e animais (furrys) sobre a indústria criativa e as artes comerciais. Os episódios retratam a relação profissional entre um anunciante, o Supermercado, e uma agência criativa, a Criação, e desenrolam-se em redor das tarefas criativas: a criação de filmes, eventos, fotografias, jingles... 


O urso e a galinha têm uma relação amorosa, há uma ovelhinha estagiária cheia de histórias para contar, uma ratinha carioca, um leão que gere os produtos de um supermercado, egos inflamados e uma paródia à produção de ideias num típico escritório de criativos.

 

A RTP1 estreia, esta terça-feira, "A Criação", série de 10 episódios. Pela primeira vez, a RTP irá disponibilizar no dia da estreia todos os episódios da série, na RTP Play.

 

Terças, às 22h50, na RTP1.

 

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publicado por Alma Lusa às 15:06
Segunda-feira, 18 de Setembro de 2017

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O programa "Visita Guiada" está de volta com novos episódios da sétima temporada.

 

O "Visita Guiada" é um programa de televisão sobre peças da história da arte e da cultura portuguesas. Em cada emissão, o programa elege uma peça-protagonista, num arco temporal de cerca de 800 anos e abrangendo todo o território nacional, ilhas incluídas.

 

A peça-protagonista pode ser um pequeno cálice ou uma catedral, um conjunto de esculturas, uma pintura, um jardim botânico ou um complexo de arquitectura industrial. O que conta é a sua excepcionalidade.

 

Com apresentação de Paula Moura Pinheiro, para cada uma das emissões contamos com as explicações de um especialista diferente, na maioria dos casos, um historiador.

 

No primeiro programa no regresso do "Visita Guiada", vamos conhecer a Branda de Santo António de Vale de Poldros, na Serra da Peneda, Alto Minho. Neste lugar, chama-se branda a um conjunto de cardenhas. Uma cardenha é um pequeno abrigo de pedra. À primeira vista, as cardenhas de Vale de Poldros parecem construções toscas, rudimentares. Mas, observadas de perto por quem sabe, são "verdadeiros monumentos de elevado valor etnográfico, cultural e científico".


A mil e cem metros de altitude, no deslumbrante topo da Serra da Peneda, há cardenhas que fazem lembrar rústicas catedrais em miniatura. A sua complexidade construtiva é um perturbante testemunho da capacidade inventiva, do engenho humano de há milhares de anos. E faz-nos compreender melhor o Professor de História da Arquitectura que diz aos seus alunos: "os arquitectos não são mais que pedreiros que aprenderam latim".


Uma surpreendente visita guiada pelo arquitecto Manuel C. Teixeira.

 

Segundas, às 22h55, na RTP2.

 



publicado por Alma Lusa às 11:03

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Realização: Jorge Cardoso, Iva Areias, João Carvalho, Rafael Cruz

Autoria: Joana Andrade, Filipa Poppe

Argumento: Cândida Ribeiro, José Pinto Carneiro, Lígia Dias, Manuel Carneiro, Marina Preguiça Ribeiro, Marta Pais Lopes, Rita Roberto

Produção: SP Televisão

Tema Genérico: "Paixão" (HMB)

Locais Filmagens: Algarve (Albufeira, Faro, Loulé, Olhão, Tavira, Vila do Bispo) e África do Sul

 

Elenco Principal: Margarida Vila-Nova, Albano Jerónimo, Joana Solnado, Marco Delgado, Rui Morisson, Rita Blanco, Mónica Calle, Pedro Sousa, Inês Herédia, Miguel Nunes, Maria João Abreu, António Capelo, José Mata, Bárbara Lourenço, Cláudia Vieira, Joana Ribeiro, Frederico Barata, João Reis, Oceana Basílio, Rosa do Canto, Débora Monteiro, Rui Melo, Maria João Pinho, Dinarte Branco, Mafalda Jara, Manuel Cavaco, António Pedro Cerdeira, Bárbara Norton de Matos, Adriano Luz, Custódia Gallego, João Baptista, Tiago Teotónio Pereira, Lia Carvalho, Inês Aires Pereira, Diogo ValenteLourenço Mimoso, Ricardo Viegas, Inês Aguiar, Joana Lucas, Matilde Serrão, Diogo Fragata

 

Elenco Adicional: António Camelier, Philippe Leroux, Fernando Nobre, Carmen Santos, António Simão, Débora Ghira

 

Sinopse: Miguel Guerreiro (Albano Jerónimo) e Maria Luísa Marreiros (Margarida Vila-Nova) cresceram juntos no Algarve e são apaixonados um pelo outro desde a adolescência. Ele, filho de Maria Paula Guerreiro (Rita Blanco), viúva e dona de vários hectares de laranjeiras e de tangerineiras; ela, oriunda de uma família abastada, os Marreiros, donos de uma cadeia de resorts espalhados pelo mundo. Miguel e o pai de Luísa, Alexandre Marreiros (Rui Morrison), homem arrogante e controlador, têm uma relação conflituosa desde sempre. Para o patriarca dos Marreiros, Miguel nunca será digno de casar com a sua filha mas, na verdade, existe uma forte razão para este ódio. Alexandre é irmão de Isabel Galvão (Maria João Abreu) e, quando descobre que Maria Paula Guerreiro se apaixonou e foi amante do marido da sua irmã, João Galvão (António Capelo), o seu ódio pela família Galvão cresce.

 

As famílias Galvão e Marreiros têm a tradição de passar as férias de Verão fora do país. Desde o desaparecimento de Sofia Galvão, quando tinha apenas seis anos, que as reuniões familiares são dolorosas. No entanto, Isabel aceita manter a tradição e, quando a trama começa, as férias são passadas numa reserva natural na África do Sul. Para além dos Galvão e dos Marreiros, foram também convidados para as férias Miguel, na condição de namorado de Luísa, e Zé (Marco Delgado), o protegido de Alexandre.

 

Zé é filho do motorista dos Marreiros e de uma empregada dos Galvão. Aos quinze anos fica órfão, mas Alexandre não o deixa desamparado. Paga-lhe o curso de gestão e arranja-lhe emprego no casino do resort. No entanto, a inveja e ambição desmedidas de Zé, que sempre quis ser tão rico como os Marreiros, faz com que aproveite o facto de as famílias estarem na África do Sul para planear um assalto à mansão da família. Zé sabe que Alexandre guarda no cofre do escritório a sua colecção de relógios, jóias e dinheiro não declarado, que desvia do casino do resort, e leva a cabo o plano. Tudo parece correr bem, até que Zé percebe que Alexandre mandou um ex-polícia investigar o assalto e é informado por um dos seus aliados de que Paulo já sabe da verdade. Encurralado, não tem outra alternativa senão fugir para Portugal, onde tenciona pegar na sua parte do dinheiro e desaparecer. Zé, que é secretamente tão apaixonado por Luísa quanto Miguel, sabe que a fuga implica ficar longe de Luísa para sempre, mas não tem alternativa.

 

Na África do Sul, Miguel descobre que Alexandre enganou Maria Paula com um contrato comercial falso e a chantageou, prometendo salvar a empresa da falência caso ela afaste o filho de Luísa. Ofendido e furioso, Miguel insurge-se em defesa de Maria Paula e ataca Alexandre. Durante o confronto, Alexandre, atordoado, desequilibra-se e cai da varanda. Na verdade, a perturbação do patriarca é consequência da notícia que recebeu momentos antes: foi Zé quem ordenou o assalto a sua casa. O choque de saber que o afilhado o traiu provoca-lhe um enfarte. Miguel, achando que foi o responsável pela queda e ao ver que Alexandre não reage, sai para ir buscar ajuda. Tudo o que quer é salvá-lo.

 

No momento em que estás prestes a fugir, Zé vê Alexandre cair da varanda e encontra ali a sua oportunidade para resolver o problema do assalto e ficar livre de consequências. Aproxima-se do padrinho e, sem hesitação ou remorso, estrangula-o. Pouco depois, Miguel regressa com alguns membros da família para encontrarem Alexandre já sem vida. Zé aproveita este momento para afastar definitivamente Miguel de Luísa e acusa-o de ter empurrado Alexandre da varanda. Incrédulo e desesperado com o que ouve, Miguel diz a Luísa que Zé está a mentir e o que aconteceu foi um acidente. Miguel é preso e condenado a dez anos de prisão por homicídio, cumprindo pena na África do Sul. Quando é libertado, o jovem encontra Luísa, o amor da sua vida, casada com o homem que o traiu e mãe de uma filha, Catarina (Matilde Serrão). Miguel está determinado a colocar o passado para trás das costas e recusa voltar para Portugal. Recomeça a vida na África do Sul, longe das recordações que lhe trazem mágoa e disposto a esquecer que Luísa reconstruiu a sua vida com Zé.

 

No entanto, Miguel acaba mesmo por voltar ao Algarve quando o irmão, Filipe Galvão (Miguel Nunes), fica entre a vida e a morte depois de ser brutalmente espancado. Durante o tempo que permanece em Portugal, Miguel descobre que é pai de Catarina. Nesse momento, toma a decisão de não voltar à África do Sul e lutar pela filha, disposto a recuperar os dez anos que perdeu da vida dela. Enquanto tenta reconstruir a sua vida e afastar o estigma de ter sido o assassino do sogro, Miguel descobre também que a autópsia deste foi falsificada e que a causa de morte não foi aquela pela qual foi condenado.

 

Nesse instante, Miguel enceta uma luta para descobrir quem foi o verdadeiro assassino, durante a qual se sente várias vezes num beco sem saída. Já Zé, receoso que Luísa e Miguel se reaproximem, que este descubra que foi ele o assassino de Alexandre e ainda que o faça perder tudo o que conquistou, não olhará a meios para o afastar do Algarve e da sua família.

 

Dez anos depois, Miguel e Luísa voltam a reencontrar-se e a paixão que sentiam um pelo outro renasce. Dez anos depois, este parece ser um amor impossível. Dez anos depois, Luísa e Miguel têm de lutar contra tudo e todos para conseguirem, finalmente, ser felizes.

 

Esta segunda-feira, a SIC estreia "Paixão, a sua nova telenovela.

 

De 2ª a sábado, às 21h30, na SIC.

 



publicado por Alma Lusa às 10:20
Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017

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A portuguesa Carol Henrique sagrou-se hoje campeã europeia de surf, na prova disputada em Marrocos.

 

Carol Henrique, bicampeã nacional, "caiu" na primeira ronda da prova marroquina, mas manteve a liderança do campeonato graças ao afastamento da espanhola Garazi Sanchez-Ortun nos quartos-de-final, frente à também portuguesa Yolanda Hopkins.

 

Com esta vitória, Carol Henrique é a primeira surfista portuguesa a conquistar o título europeu, juntando o seu feito aos já conseguidos no sector masculino por Justin Mujica, em 2004, e Pedro Henrique (irmão de Carol), em 2015.



publicado por Alma Lusa às 21:10

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A Festa do Jazz é um acontecimento único em Portugal. Na Festa coabitam músicos, estudantes, produtores, amantes do jazz, técnicos, jornalistas, pais, amigos, conhecidos. 


Nesta 15ª edição, que decorreu entre 7 e 9 de Abril de 2017, no Teatro São Luiz, em Lisboa, destacou-se o trabalho desenvolvido em parceria com escolas de todo o país. Este é um dos mais evidentes reflexos do trabalho desenvolvido ao longo do ano pela Associação Sons da Lusofonia e um espelho da vitalidade do jazz em Portugal e da importância de um espaço como a Festa. 



publicado por Alma Lusa às 20:18

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Ano: 1989

Realização e Argumento: João César Monteiro

 

Elenco: João César Monteiro, Manuela de Freitas, Sabina Sacchi, Teresa Calado, Ruy Furtado, Henrique Viana, Duarte de Almeida, António Terrinha, Luís Miguel Cintra

 

Sinopse: Lisboa, 1989. Um pobre diabo de meia idade, chamado João de Deus, vive no quarto de uma pensão barata e familiar na zona velha e ribeirinha da cidade. Atormentado pela doença e outras vicissitudes, João de Deus alimenta-se da música de Schubert e de uma vaga cinefilia para melhor resistir à miséria da sua medíocre existência. Um dia, na sequência de uma ridícula tentativa de violação da filha da dona da pensão, é posto na rua. Sem família, doente e falido, João de Deus é internado num hospício, de onde sai determinado a "dar-nos trabalho".

 

"Recordações da Casa Amarela" transformou João César Monteiro (1939 - 2003) num dos cineastas portugueses de maior prestígio no estrangeiro, a que não é alheio o Leão de Prata conquistado no Festival de Veneza, e numa das personalidades artísticas mais sui generis do panorama nacional, a que não são alheias as suas polémicas, provocatórias e desconcertantes atitudes e declarações. Na verdade, Monteiro é um criador inspirado de corrosivas e delirantes comédias para as quais inventou um protagonista notável, um alter ego de ficção absolutamente irresistível, truculento e patético chamado João de Deus, que ele próprio interpreta e que seria, a partir de "Recordações da Casa Amarela", o centro de novas e hilariantes aventuras num país à beira-mar plantado. Acima de tudo, Monteiro, com o seu humor muito particular, constrói a incrível trajectória de um herói lusitano através das maiores desventuras numa Lisboa tão luminosa e cristalina quanto perversa e cruel. A história de um português que foi enganado e, desde então, nunca mais deixou de nos dar trabalho. Graças a Deus e ao talento de Monteiro.

 

 



publicado por Alma Lusa às 20:01

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Ano: 2015

País: França/ Portugal

Realização: Andrzej Zulawski (Polónia)

Argumento: Andrzej Zulawski (baseado no romance do escritor polaco Witold Grombowicz)

Produção: Paulo Branco (Portugal)

Director de Fotografia: André Szankowski (Portugal)

Locais Rodagem: Sintra, Serra da Estrela, Ericeira, Guincho (Cascais)

 

Elenco: Sabine Azéma (França), Jean-François Balmer (Suíça), Victória Guerra (Portugal), Jonathan Genet (França), Johan Libéreau (França), Clémentine Pons (França), Andy Gillet (França), Ricardo Pereira (Portugal), António Simão (Portugal)

 

Prémio: Leopardo para Melhor Realização no Festival de Cinema de Locarno 2015 (Suíça)

 

Sinopse: Witold acaba de chumbar nos seus exames de Direito e Fuchs abandonou recentemente o seu emprego numa Casa de Alta Costura parisiense. Ambos vão passar alguns dias no campo e decidem alojar-se numa residencial familiar. São recebidos por um pardal enforcado num cordel na floresta. Depois, um pedaço de madeira preso da mesma forma, uma série de estranhos sinais na parede, no jardim e no bosque. Na pousada há uma empregada – com uma boca estranha e deformada – e a jovem filha dos donos, por quem Witold manifesta uma paixão obsessiva. Ela está casada com um jovem íntegro e honesto, mas será que ela mesma o é? Um terceiro enforcamento. Um gato, obra de Witold. Mas porquê? Poderá o próximo enforcado ser humano?

 

O filme "Cosmos", realizado pelo polaco Andrzej Zulawski e produzido pelo português Paulo Branco, foi totalmente rodado em Portugal e tem no elenco os actores portugueses Victória Guerra, que interpreta "Lena"; Ricardo Pereira, no papel de "Tolo"; e António Simão, no papel de "Padre". 

 

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Victória Guerra no filme "Cosmos"

 

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Ricardo Pereira no filme "Cosmos"

 

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António Simão no filme "Cosmos"

 

 



publicado por Alma Lusa às 19:40
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