Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

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País: Áustria

Realização: Maria Schrader (Alemanha)

Argumento: Maria Schrader e Jan Schomburg (Alemanha)

Produção: X Filme Creative Pool (Alemanha), Idéale Audience (França), Maha Productions (França), Dor Film (Áustria), Cinemate (Portugal)

Locais rodagem: Lisboa e São Tomé e Príncipe

 

Elenco Principal: Josef Hader (Áustria), Barbara Sukowa (Alemanha), Aenne Schwarz (Alemanha)

 

Actores Portugueses: Nicolau Breyner, João Cabral, Maria Vieira, Márcia Breia, Virgílio Castelo, João Lagarto, João Didelet, Matamba Joaquim, Manuel Cortez, Daniel Sasportes, Ruben Chama

 

Sinopse: "Stefan Zweig - Adeus, Europa" narra episódios da vida do escritor austríaco Stefan Zweig no exílio. No auge da sua fama mundial, é obrigado a emigrar e desespera perante a consciência do ocaso da Europa, que já previra precocemente. Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova Iorque e Petrópolis são quatro estações do exílio de Stefan Zweig que, apesar do refúgio seguro, do acolhimento hospitaleiro e da natureza tropical fascinante, não tem paz e não encontra ali substitutos para a pátria. A história de um fugitivo, a história da perda da velha pátria e da procura de uma nova.

 

Stefan Zweig, um dos escritores de língua alemã mais lidos na sua época, nasceu a 28 de Novembro de 1881, em Viena, Áustria, e faleceu a 22 de Fevereiro de 1942, em Petrópolis, no Brasil.

 

O filme austríaco "Stefan Zweig - Adeus, Europa" tem algumas cenas filmadas em Lisboa, mas a maior parte da rodagem decorreu em São Tomé e Príncipe, que recria o Brasil. O elenco tem vários actores portugueses, entre os quais Nicolau Breyner, que faleceu em Março de 2016, aos 75 anos.

 

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Virgílio Castelo (à frente, à esqª) e João Lagarto (à esqª, de barba) no filme "Stefan Zweig - Adeus, Europa"

 



publicado por Alma Lusa às 11:03

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País: EUA

Realização e Argumento: Nicolas Pesce

Elenco: Kika Magalhães (Portugal), Diana Agostini, Will Brill, Joey Curtis-Green, Flora Diaz, Paul Nazak, Clara Wong, Olivia Bond

 

Sinopse: Numa casa isolada de uma fazenda, uma mãe, ex-cirurgiã em Portugal, ensina à sua jovem filha, Francisca (Olivia Bond), a compreender a anatomia e a ser imperturbável pela morte. Uma tarde, um visitante misterioso rompe horrorosamente com o idílio da vida familiar de Francisca, traumatizando profundamente a jovem.

 

Anos mais tarde, e já adulta, Francisca (Kika Magalhães) adquire uma forma distintamente obscura, com uma sede de vingança pelo que aconteceu no passado, idealizando um plano para que o homem pague por aquilo que fez.

 

O filme norte-americano "Os Olhos da Minha Mãe" é protagonizado pela actriz portuguesa Kika Magalhães, que interpreta "Francisca", curiosamente é também o nome próprio da actriz. Além de "Francisca" ser uma personagem portuguesa, há outras referências a Portugal neste filme: a banda sonora inclui fados de Amália Rodrigues; numa das cenas, "Francisca" surge a comer arroz de cabidela; e algumas cenas são faladas em português.

 

Kika Magalhães tem 31 anos e é natural de Vila Nova de Famalicão. Estudou Cinema na Universidade Independente, em Lisboa, e fez pequenas participações nas séries juvenis "Diário de Sofia" (RTP1) e "Morangos com Açúcar"(TVI). Viveu alguns anos em Londres e Barcelona e, em 2012, mudou-se para Nova Iorque, onde continua a viver, para estudar representação na escola de teatro Neighborhood Playhouse. Entre os trabalhos mais recentes no cinema, Kika Magalhães participou em "City of Gold", produzido e protagonizado por Gus Van Sant, e em "Tapestry", onde desempenha o papel de mulher de Stephen Baldwin, ambos ainda não estreados.

 

Em 2016, o filme "Os Olhos da Minha Mãe" esteve em competição no Festival de Cinema de Sundance, nos EUA, e a crítica considerou a actriz portuguesa Kika Magalhães uma das grandes revelações, tendo o seu desempenho recebido muitos elogios.

 



publicado por Alma Lusa às 10:22

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Autoria: Virgílio Castelo, Produções Fictícias

Produção: Alexandre Hachmeister

Realização: José António Loureiro

 

Elenco: Fernando Luís, Rui Santos, Ruy de Carvalho, Patrícia Tavares, Isaac Alfaiate, Madalena Brandão, José Carlos Pereira, Maura Faial (Angola), Rita Salema, Mariana Marques Guedes, Gabriela Barros, Vera Pimentel, André Carvalho

 

Sinopse: Anos depois de colaborar com o Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, o velho Inspector Max reformou-se, já depois de ter sido pai de uma ninhada de cachorros da qual a família Mendes adoptou um elemento – o mais parecido com o progenitor – ao qual deu o nome de Max Júnior.


Em dez anos, a própria família mudou bastante já que Jorge Mendes (Fernando Luís), o inspector dono do Max original, se casou com Joana (Patrícia Tavares), uma jovem e brilhante advogada, com quem teve um filho, Manuel (André Carvalho), que tem já 8 anos. Jorge e Joana têm uma relação afectiva, cúmplice e carinhosa, gozando ainda com a relativa diferença de idades que os separa. Por outro lado, as respectivas profissões por vezes colocam-nos em lados opostos, já que, como advogada, Joana acaba por representar alguns clientes acusados pelo departamento chefiado por Jorge. Este assume actualmente as funções de Coordenador de Investigação, o chefe de operações do Departamento de Investigação Criminal, cargo que o mantém sobretudo ocupado atrás de uma secretária, mas que ele tenta ultrapassar, indo ao terreno sempre que pode.

 

Joana entrou assim na vida e na casa dos Mendes acompanhada de Francisca (Vera Pimentel), a sua filha de uma relação anterior, agora com 12 anos, miúda rebelde cuja entrada num ambiente familiar amplo não está a ser fácil, sobretudo com a chegada da adolescência. Se a família ganhou novos membros, manteve ainda o seu núcleo afectivo, na pessoa do avô João (Ruy de Carvalho), que mora agora num apartamento próprio para dar mais "espaço" à nova família, estando reformado da medicina, apesar de integrar alguns programas de médicos sem fronteiras e de consultas grátis a pessoas com poucos meios. Apesar de mais velho, continua a ser dele a voz da razão e da compaixão no seio dos Mendes, sempre que as situações parecem mais complicadas. O avô João mantém uma relação divertida, "de gato e rato", com Lucinda (Rita Salema), a nova empregada a tempo inteiro de casa, uma mulher muito positiva e animada, sempre com truques e invenções que levam João entre o riso e a irritação.

 

Já os filhos de Jorge, Tiago (Isaac Alfaiate) e Catarina Mendes (Mariana Marques Guedes), as crianças da série original, estão com vinte e poucos anos e abraçaram o legado do pai de corpo e alma: Catarina estudou Ciências Criminais em Inglaterra, onde se encontra a estagiar na Scotland Yard, comunicando muito com a família através das novas tecnologias ou de aparecimentos esporádicos para matar saudades de Portugal. Já Tiago terminou o curso de Direito, ingressando de imediato na Polícia Judiciária Portuguesa. As suas boas notas e operacionalidade valeram-lhe uma vaga na Brigada do Departamento de Investigação criminal, como Inspector Estagiário. Embora honrado com o caminho que os filhos decidiram tomar, Jorge não deixa de recear pelo seu futuro, já que sabe o que uma carreira na Judiciária implica.

 

Quem não teve uma vida fácil foi o Inspector Sérgio Calado (Rui Santos), parceiro de Jorge na série original, que atravessa um período pessoal conturbado após o seu segundo divórcio, desta vez com Elsa Xavier (Gabriela Barros), uma médica com quem tem uma relação difícil de (ainda) amor e ódio. Felizmente, a proximidade geográfica da sua casa com a nova moradia dos Mendes, agora em Lisboa para facilitar as deslocações de trabalho, fez com que Sérgio passasse a frequentar ainda mais a vida dos Mendes, sendo já considerado como família. Aliás, dada a proximidade e acção no terreno, é com ele que o Max Júnior anda mais vezes, já que profissionalmente Sérgio é agora o Inspetor-Chefe do DIC, respondendo perante Jorge, mas comandando em campo os Inspectores da Brigada. Sérgio mantém o seu próprio apartamento, tendo no entanto recebido um inquilino para ajudar com as contas: o jovem Tiago Mendes, que achou por bem sair da casa de família, mas ficando num ambiente ainda assim familiar. Será como amigos que falarão não só de trabalho como das dores de cabeça que as namoradas lhes darão. O que Sérgio não contava era com o facto do litígio que mantém com Elsa fizesse com que ela decidisse voltar ao apartamento de ambos e ocupar um quarto para se assegurar que a propriedade é vendida e que Sérgio não está a tentar enganá-la. Este facto criará vários momentos de tensão entre ambos, especialmente quando decidirem trazer namorados a casa, num constante jogo de amores e ódios, apanhando o pobre Tiago no meio da contenda.

 

Quanto ao Departamento de Investigação Criminal, chefiado nas cúpulas por Jorge e, no terreno, por Sérgio, modernizou-se e actualizou-se, contando nas fileiras da sua principal brigada com Tiago e dois Inspectores que são a nata da investigação criminal portuguesa: Lena Ribeiro (Madalena Brandão), uma mulher de acção, lindíssima, citadina e dona de um humor negro que não hesita utilizar em qualquer situação com uma intuição e inteligência fundamentais para o posto, completamente apaixonada por todos os tipos de animais; e Jaime Silva (José Carlos Pereira), perito em informática e também taekwondo, uma figura estranha por não partilhar o humor desbragado dos colegas, já que se mantém à parte, fazendo comentários mordazes sobre o que passa no trabalho ou nas vidas pessoais.

 

A trabalhar em ligação estreita com os Inspectores, temos o Laboratório Científico do Departamento de Investigação Criminal, chefiado pela Doutora Vera (Maura Faial), uma mulher lindíssima, forte e séria, bastante perspicaz, que mantém algum mistério acerca da sua vida pessoal e do seu passado.

 

Será no contexto destas personalidades e interacções com ligações às personagens da antiga série de "Inspector Max" que a série colocará lado a lado plots policiais inspirados na realidade portuguesa e histórias de índole familiar guiadas sobretudo pelos mais novos, numa celebração de uma década de sucesso da marca "Inspector Max", escrita pela equipa que criou a série original.

 

Em 2004 e 2005, a TVI transmitiu duas temporadas da série policial "Inspector Max", num total de 104 episódios, que têm tido sucessivas repetições ao longo dos anos. Agora, o Inspector Max está de regresso para uma terceira temporada, de 26 episódios. Das primeiras duas séries, mantêm-se os actores Fernando Luís, Rui Santos e Ruy de Carvalho, aos quais se juntam novos actores e personagens. 

 

A TVI exibiu o primeiro episódio da nova temporada a 24 de Dezembro de 2016. No passado sábado, para assinalar o 24º aniversário da estação, voltou a exibir o primeiro episódio e estreou o segundo. Esta quinta-feira, volta a exibir mais um episódio e, a partir da próxima semana, os episódios da 3ª temporada serão exibidos de 2ª a 5ª, às 19h00.

 



publicado por Alma Lusa às 10:08
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

 



publicado por Alma Lusa às 18:30

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Editora: Elsinore

 

Sinopse: «As folhas caídas das árvores giram à minha volta com o vento, mas aperto mais o casaco, porque nem o vento nem as folhas-bailarinas me alegram com a melancolia, só me deixam ensopado em tristeza, como a chuva nos faz por vezes. Os homens não choram. Avanço. Os cactos que vejo alinhados na rua voltam a ser árvores e a Babushka, deitada na cama de hospital, é uma criança que aumentou e encolheu.»

 

Babushka está doente. Esta russa idosa, emigrante no Canadá, sobreviveu ao acidente nuclear de Chernobyl. Esconde no peito a doença que a obriga a respirar a contratempo e lhe impõe uma tosse longa e larga e comprida e sem fim — um mal que a faz viver mergulhada nas memórias do seu passado luminoso, a neve pura da Rússia, recordação sob recordação.

 

Na fronteira com a realidade caminha o seu neto mais novo, de dez anos, um menino que não desiste de puxar o fio à meada e de tentar devolver a avó ao presente. Para ajudar Babushka, precisa de encontrar uma solução para os seus pulmões destruídos, sacos rasgados e quase vazios — mesmo que isso o obrigue a crescer de repente e partir em busca de uma planta milagrosa, o segredo que poderá salvar a família e completar a matriosca que só ele vê.

 

Narrado na primeira pessoa e escrito a partir da perspectiva de uma criança, "A Avó e a Neve Russa" é um livro feito da inocência e da coragem com que se veste o deslumbramento das infâncias. Romance simples e emotivo sobre a força da memória e da abnegação, relata a peregrinação de um neto através da esperança, do Canadá ao México, para encontrar a possibilidade de um final feliz.

 

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João Reis nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1985. Licenciado em Filosofia, foi editor da Eucleia Editora, que fundou, de 2010 a 2012. Actualmente, é tradutor literário, especialista em línguas nórdicas, tendo traduzido para português livros de Knut Hamsun, Halldór Laxness, August Strindberg e Patrick White, entre muitos outros autores. Entre 2012 e 2015, trabalhou e residiu na Noruega, Suécia e Inglaterra, onde exerceu várias profissões. Escreveu o romance A Avó e a Neve Russa no decurso de uma residência literária em Montreal, Canadá, realizada em 2015. Nesse mesmo ano, foi finalista do Bare Fiction Prize na categoria de flash fiction e publicou a sua novela A Noiva do Tradutor.



publicado por Alma Lusa às 13:45

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Autoria: Nuno Severiano Teixeira e David Castaño

Realização: Joana Pontes

Produção: Vende-se Filmes (Filipa Reis)

 

Sinopse: Portugal entrou na Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1986. Trinta anos depois, o país está muito diferente. Esta série documental, de 6 episódios, conta o caminho percorrido desde então. Um caminho feito de avanços e recuos - na política, na economia, na sociedade - em que a História do nosso país se cruza com a História da Europa a que pertencemos. Um caminho que fez de Portugal, e da União, aquilo que são hoje.

 

Episódio 1 - Democracia

 

Em 1986, Portugal entrou na Comunidade Económica Europeia, a CEE. À data da adesão, era um país pobre e muito atrasado em relação aos outros países europeus. Trinta anos depois, a Comunidade transformou-se numa união de 28 países com cerca de 500 milhões de habitantes.


Portugal é hoje um país mais desenvolvido. A soberania nacional é partilhada com as instituições europeias, há livre circulação de pessoas, bens e capitais. A moeda é o euro. Mas a desilusão com o projecto europeu cresce em toda a União, com o desemprego, os refugiados, a insegurança e o fraco crescimento económico. Trinta anos depois da entrada de Portugal, pela primeira vez, um país decidiu por referendo sair da União Europeia.

 

Esta série conta o caminho percorrido nos últimos trinta anos na política, na economia, na sociedade. Um caminho que fez de Portugal e da Europa aquilo que são hoje.

 

Quartas, às 20h40, na RTP2.

 



publicado por Alma Lusa às 10:17

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Esta quarta-feira, o Futebol Clube do Porto disputa a primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões frente aos italianos da Juventus.

 

O jogo FC Porto x Juventus disputa-se no Estádio do Dragão, no Porto, tem início às 19h45 e será transmitido pela Sport TV1.

 



publicado por Alma Lusa às 09:59
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

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De 21 a 25 de Fevereiro, realiza-se a 18ª edição do Correntes d'Escritas - Encontro de Escritores de Expressão Ibérica.

 

Mais de 80 escritores de 13 nacionalidades e diferentes geografias de línguas hispânicas e portuguesa vão passar pela Póvoa de Varzim. A Sessão Oficial de Abertura do Correntes irá realizar-se no Casino da Póvoa, a 22 de Fevereiro, e, como habitualmente, serão anunciados os vencedores dos Prémios Literários 2017 e lançada a Revista Correntes d'Escritas 16, dedicada a Eugénio Lisboa. Francisco Pinto Balsemão, um dos maiores empresários da comunicação em Portugal, é o convidado para a Conferência de Abertura que acontece no dia 22 de Fevereiro, quarta-feira, no Cine-Teatro Garrett.

 

Além das Mesas, lançamentos de livros, sessões de poesia e conversas a dois, o Correntes vai contar com uma instalação, duas exposições, cinema e um Estúdio de Luz Natural. A novidade deste ano intitula-se D'Escritas 1 Dia que reunirá quatro autores para trabalharem em conjunto, durante um dia, em espaços diferentes da cidade, com o objectivo de criarem textos de temática poveira que serão posteriormente publicados.

 

Esta terça-feira, 21, realiza-se o Passeio Literário da Poesia, com Isaque Ferreira, João Rios e Rui Spranger. 

 

O encontro dos escritores com os alunos do concelho é outro dos momentos altos do Correntes d'Escritas. Do ensino básico ao superior, serão promovidas diversas sessões de autores com alunos. O espaço exterior do Cine-Teatro Garrett irá ainda receber a Feira do Livro.

 



publicado por Alma Lusa às 11:17
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

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E o Cinema Português volta a festejar no Festival de Berlim, um dos mais prestigiados festivais de cinema a nível mundial.

 

De 9 a 19 de Fevereiro, realizou-se a 67ª edição do Festival de Cinema de Berlim e, pelo segundo ano consecutivo, o Urso de Ouro para Melhor Curta-Metragem veio para Portugal. Depois de, em 2016, ter sido distinguida a curta-metragem lusa "Balada de um Batráquio", de Leonor Teles, em 2017, o prémio foi para "Cidade Pequena", de Diogo Costa Amarante, na sua segunda participação no festival berlinense. Este Urso de Ouro eleva para três o número de galardões atribuídos a curtas-metragens portuguesas no Festival de Berlim, depois de "Rafa", de João Salaviza, em 2012, e de "Balada de um Batráquio", de Leonor Teles, em 2016.

 

Diogo Costa Amarante nasceu em 1982, em Oliveira de Azeméis. Licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, mas, em 2007, mudou-se para Barcelona para iniciar a sua formação em Cinema. Foi em Espanha que realizou o seu primeiro filme, "Jumate", um documentário sobre uma romena que nasceu e cresceu num circo e que venceu o prémio de Melhor Filme no DocumentaMadrid08. 

 

Depois desta primeira obra, seguiram-se "We Have Legs/Time Flies" (2008), "Em Janeiro, talvez" (2009), "Down Here" (2011), "As Rosas Brancas" (2013) e "Cidade Pequena" (2016), agora aclamada em Berlim. O filme, escrito, produzido e realizado por Diogo Costa Amarante, aborda o momento da tomada de consciência da morte por uma criança e a mudança que essa percepção representa na sua vida. Curiosamente, os protagonistas da curta-metragem são o sobrinho e a irmã do realizador. 

 

Mas houve mais motivos de festa para o cinema português já que a curta-metragem "Os Humores Artificiais", de Gabriel Abrantes, foi o filme da Competição de Curtas do Festival de Berlim nomeado para os European Film Awards (EFA), na categoria de Melhor Curta-Metragem Europeia em 2017. 

 



publicado por Alma Lusa às 15:04

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http://www.fantasporto.com/

 

A cidade do Porto, um belíssima cidade barroca, capital do Norte de Portugal, debruçada sobre o Rio Douro e este ano considerada de novo o "Melhor Destino Turístico da Europa", recebe há 36 anos um dos festivais de cinema mais prestigiados a nível europeu, senão mundial. São dez dias de Festa para o Mundo do Cinema, onde produtores, realizadores, actores, actrizes, distribuidores e (muito) público se fundem num programa multifacetado, com uma tónica de género, o Fantástico. Não é assim de admirar que, a par de um filme de terror, seja exibido um drama intimista, um documentário, um filme de autor ou até uma obra experimental.

 

São 10 as secções, quatro delas competitivas e com júris internacionais próprios, que se "alimentam" das mais recentes produções mundiais – cerca de 50 países por ano estão representados - num total de 200 a 250, entre curtas e longas-metragens, e todos elas inéditas em Portugal. Conferências, debates, Q&A's, um congresso dedicado ao cinema nas escolas e à criação do gosto cultural, bem como apresentações de livros e exposições de artes plásticas, as artes estão assim presentes neste evento multifacetado.

 

Nomes grandes do Cinema têm passado pelo Porto. São anualmente cerca de 200 convidados e, para referir alguns desses nomes, podemos falar de Max von Sydow, Guillermo del Toro, Wim Wenders, John Hurt, Rosana Arquette, Danny Boyle, Ben Kingsley, Paul Schrader (a lista é enormíssima…) que têm vindo ao Porto apresentar os seus filmes, alguns deles mesmo em Ante-estreia Mundial.

 

A programação, sempre muito recente, do Festival, que incorpora sempre produções em ante-estreia Mundial e Europeia, faz vir ao Porto dezenas de jornalistas e distribuidores estrangeiros que aí podem ver em "primeira mão" os filmes que ainda vão entrar no circuito comercial. Em paralelo, realiza-se também um mini Mercado do Filme, as Industry Screenings, que são um meio de ligação à Indústria do Cinema.

 



publicado por Alma Lusa às 14:36
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